Colecção Auras G+

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Transformando emoções em sentimentos

terça-feira, 28 de maio de 2013

AURA - CAMPO ENERGÉTICO VULNERÁVEL

                                       A AURA
 
               
 
     "O Campo Energético de Luz e Cor que nos Rodeia"
 
Perceção e intuição são as primeiras vias de acesso para a consciência. A segunda via é sua aura. No meu trabalho, conheço a importância de se manter uma aura sadia, radiante e funcional. Como sou capaz de visualizar e identificar a energia, a luz e as cores que compõem o campo eletromagnético de uma pessoa, consigo compreender como nossos corpos, nossas mentes e nossas emoções são influenciados pelas condições de nossa aura e vice-versa. Esse campo invisível de energia é formado por camadas de energia de vida e força e está sempre vivo, ativo e consciente.
 
Pense na aura como uma casca reluzente de vidro que cerca seu corpo. Desde o momento da sua conceção até o fim de sua encarnação física, sua aura acumula cada pensamento, palavra, sentimento e ato de sua vida. Assim como a chuva, a terra e a poeira revestem uma superfície de vidro, sua aura é coberta por pedaços de anos de experiências de vida.
 
Agora, imagine que você nunca limpasse esse vidro. Seria impossível ver através dele. Sua visão da estrada da vida seria extremamente limitada. Você não conseguiria pensar claramente, sentiria muita insegurança e desproteção, e provavelmente terminaria tomando decisões erradas ou não decidiria nada. Não conseguiria chegar aonde quer ir.
 
A  consciência e sua capacidade  de ver, sentir, fazer e viver com liberdade total está relacionada com o  seu escudo áurico. Para sua expansão no mundo você depende da condição desse campo eletromagnético de energia. À medida que você estuda a aura e suas camadas, sua perceção extrassensorial se desenvolve gradativa e naturalmente.
 
AS CAMADAS DA AURA
No momento da conceção, quando o esperma penetra no óvulo, surgem os campos eletromagnéticos do pai e da mãe. O óvulo só aceita o espermatozoide que combinar perfeitamente com sua própria esfera eletromagnética. É por isso que digo a meus alunos que ninguém está aqui por acidente. Nós escolhemos nossos pais. Esta escolha é feita pela alma antes de encarnar na Terra.
 
No ponto exato em que ambas as esferas se fundem libera-se uma explosão de cor, criando um novo campo eletromagnético que se torna a aura do embrião humano. Começa a divisão das células e formam-se os cromossomas.
 
A palavra "cromossoma" vem do grego ("croma" = cor) e ("soma" = corpo) devido à sua propriedade de ser muito fortemente manchado por corantes.
 
Esses cromossomas são suas verdadeiras cores áuricas.
 
No interior da aura ficam todas as informações necessárias à vida, incluindo sua linhagem genética e ancestral, um registro de suas vidas passadas e os contratos e lições cármicas que você pretende resolver nesta vida.
 
Sua aura é composta de muitas camadas ou “corpos”. Dentro dessas várias camadas da aura estão os padrões de energia que afetam sua personalidade física, emocional, mental e espiritual. À medida que você percebe os padrões energéticos de sua aura, descritos a seguir, compreende de que modo eles podem nos influenciar. Aprender a reconhecer esses padrões e energia vai ajudar a aumentar sua perceção ou consciência espiritual.
 
A CAMADA ETÉREA
A camada etérea ou corpo duplo é o corpo energético que envolve o corpo físico. É uma cópia exata do seu “eu” físico. A camada etérea age  como uma mesa telefónica entre a alma de uma pessoa e seu corpo físico.
 
É essa camada que influencia seu DNA. Para objetivos espirituais, acredito que o DNA contém um padrão de perceção que está sempre se alterando, mudando e avançando para manter a forma que melhor se enquadre na sobrevivência da raça humana.
 
Da camada etérea emanam os sete chakras ou principais sistemas de energia do corpo humano. Cada chakra do corpo etéreo tem sua própria cor, e a cor varia de acordo com os pensamentos, humores e o ambiente da pessoa.
 
Os chakras também contêm frequências vibratórias, sons e aromas. Eles se assemelham a rodas ovaladas que giram. Todo chakra se inter-relaciona com os outros e se conecta a todos os pontos de nossos corpos físicos. A luz superior dos chakras superiores alimenta os chakras inferiores.
 
A maioria de nós se comunica por meio de vários chakras ao mesmo tempo, principalmente nos três centros inferiores: raiz, baço e plexo solar. Quando queremos nos comunicar a partir dos níveis superiores ou espirituais, nós o fazemos por meio do terceiro olho e do chakras da cabeça. Para que isso aconteça, os chakras devem estar funcionando em frequências  ótimas.
 
Num sistema saudável, todos os centros dos chakras giram no sentido dos ponteiros de um relógio e todos se interconectam. Quando um sistema de chakra está totalmente aberto e funcional, é possível viver da própria respiração, sem alimento nem água. A energia que flui desse corpo é fundamentalmente livre de todas as toxinas.
 
Lamentavelmente, a maioria de nós não tem um sistema saudável de chakras. Um ou mais chakras podem estar desligados ou girando em oposição aos ponteiros de um relógio.(1)
 
Isso em geral se deve ao estilo de vida, crenças, temores e experiências. Quando a energia é bloqueada em um de nossos centros de chakras, surgem os sintomas físicos de doenças.
 
A CAMADA ASTRAL
A próxima camada da aura é o corpo astral. Essa camada corresponde basicamente ao estado emocional da pessoa. A camada emocional diz respeito principalmente ao passado e é impulsionada por programas desenvolvidos na infância e em experiências passadas. Ela tende a formar ligações com pessoas, lugares e objetos.
 
Por exemplo, um amigo perdeu seu pai aos seis anos de idade. Perder a mãe ou o pai na infância pode condicionar na pessoa sensações de abandono. Isso ocorreu com meu amigo. Ele se envolvia em relacionamentos em que era sistematicamente rejeitado e vivia sendo demitido dos empregos que conseguia. Isso só fazia aumentar sua sensação de abandono, transformando-se num círculo vicioso.
 
Finalmente, ele reconheceu que precisava aprender a lidar com a dor da perda do pai. Quando conseguiu se livrar das sensações de abandono, tristeza, medo e raiva que o acompanhavam, pôde deter a roda cármica impulsionada por essa experiência de carga altamente emocional.

Como se pode ver, a camada astral funciona em harmonia com as lições cármicas que uma alma escolhe aprender em cada vida. Atraímos pessoas específicas com o propósito de completar os relacionamentos cármicos.
 

A CAMADA MENTAL
A terceira camada principal da aura focaliza principalmente o futuro. Este é o corpo mental, que vive na Terra do “e se”. Essa camada detesta mudanças e prefere comportar-se de maneira repetitiva. A maioria dos hábitos está enraizada no corpo mental. Esse corpo mental concreto quer controlar as coisas o tempo todo e tenta sempre dominar o corpo emocional. Não se importa com os sentimentos e impele a pessoa a repetir sempre um mesmo padrão de comportamento.
 
A camada mental é o abrigo do pensamento. Sempre afirmei em meus livros anteriores e nos meus seminários que os pensamentos são coisas reais. Eles são tão tangíveis e percetíveis quanto seu carro, mas você não consegue vê-los com seus olhos físicos. Pensamentos são como raios X, micro-ondas, ondas radiofónicas e eletricidade: existem num nível de frequência diferente do de nossos corpos.
 
Você usa seu micro-ondas para aquecer comida, mesmo que não veja fisicamente as micro-ondas. Alguma coisa está funcionando e você se beneficia dela. Os pensamentos também estão sempre funcionando e você pode se beneficiar ou se meter em problemas por causa deles. Os pensamentos se filtram através do seu corpo mental da mesma forma que as ondas de rádio emitem sinais para seu televisor. A camada mental é sua conexão com a área espiritual: seus pensamentos têm muita importância.

Como as ondas de rádio, os pensamentos são vibracionais e invisíveis. Eles permeiam a atmosfera, viajando como correntes elétricas de pessoa a pessoa. Somos como esponjas ambulantes: absorvemos todos os pensamentos que nossos amigos, amantes, filhos, colegas de trabalho e até estranhos têm em relação a nós. Isso pode ser tanto positivo quanto negativo para nosso bem-estar.
 

Reconheci esse fenômeno quando comecei a esquadrinhar os campos energéticos das pessoas que vinham me procurar para sessões. Quase sempre eu conseguia captar os pensamentos de outras pessoas dentro do campo áurico de meus clientes. Uma amiga médium certa vez fez uma observação que define exatamente essa ideia de que somos esponjas ambulantes: “Não é o que está errado com você; é quem vibra  errado com você.”
 
A maior parte dos médiuns utiliza a camada mental da aura para receber informações do mundo espiritual. As informações recebidas do corpo mental geralmente parecem imaginárias e fantásticas, por isso a maioria das pessoas costuma ignorá-las. Contudo, quanto mais uma pessoa se torna sensível às sutilezas e à energia do espírito, mais essa camada se fortalece e começa a cumprir seu objetivo de ser um elemento de ligação com o espírito.
 
A CAMADA ETÉREA
O corpo superior, ou camada etérea da aura, é uma linda luz dourada que fica aproximadamente a um metro acima da superfície do corpo físico. Dentro dessa camada está a capacidade de aprender, crescer e se curar.
 
Todas as tarefas concluídas pela alma ficam registradas nessa camada: é o vínculo da alma com os Registros dos Chakras. Esses Registros são os detalhes cósmicos da existência de todas as pessoas desde o início do mundo.
 
Cada momento de sua vida, seja físico ou não, está indelevelmente registrado nessa consciência cósmica. Em outras palavras, os registros dos chakras contêm todos os pensamentos, sentimentos, experiências, sutilezas, impulsos, detalhes da existência inteira de uma pessoa.
 
Agora que você tem uma ideia da composição da aura, pode começar a entender por que ela constitui um elo vital com nossos encontros mediúnicos. A aura é a ponte para o que não se vê. Por meio dela, somos capazes de nos harmonizar com as dimensões mais sutis do espírito.
 
Quanto mais potente for sua aura, mais fácil será receber mensagens úteis de seus amigos espirituais. Quanto mais frágil for a aura, mais provável será atrair energias e entidades negativas para sua vida.
 
Sempre que alguém me procura, eu me adapto à aura da pessoa para acessar o seu mundo espiritual ao seu redor. Devo também certificar-me de que sua energia está adequadamente estabelecida. Isso tornará mais nítida a conexão espiritual. Se a pessoa está emocional ou mentalmente instável, é mais difícil obter um canal claro e livre com o outro lado.
 
O relato seguinte exemplifica o que pode acontecer quando sua aura fica vulnerável às influências negativas criadas pelos seus próprios pensamentos ou pelos pensamentos alheios.
 
O CONJUNTO DE VELCRO
Há alguns anos, uma mulher chamada Rachel veio ao meu escritório. No momento em que ela surgiu, percebi que havia algo muito errado com eia. Seu rosto estava pálido e cadavérico, seus olhos eram inexpressivos. Eu sabia que ela trazia algo consigo e imediatamente a convidei a sentar-se para poder ajudá-la.

— Como tem passado?
— Ando mais cansada do que o normal. Sinto dores e muita inquietação — respondeu Rachel.
 
 
Eu lhe disse que antes de tentar me comunicar como mundo espiritual, gostaria de entrar em contato com seu campo energético para ver o que poderia descobrir. Ela concordou.
Logo que me concentrei intuitivamente na sua aura, percebi várias formas de pensamentos muito diferentes do resto de suas vibrações. Deduzi que a energia em redor de Rachel não era dela e a estava afetando terrivelmente.
 
Em seguida, minha clarividência me mostrou eletricidade estática em volta da cabeça da mulher, semelhante a fogos de artifício estourando em todas as direções.
 
Falei então:
— Em primeiro lugar, devo dizer-lhe que você está extremamente ocupada, com muita energia mental ao seu redor.
Vi então uma variedade de cores e formas rodeando-lhe a cabeça e os ombros.
— Você costuma ter dores de cabeça que se originam da nuca, bem na parte superior da coluna?
— Costumo — respondeu Rachel. — Normalmente, no fim do dia.
— Isso combina com o que estou vendo.
Continuei a pesquisar seu campo áurico e subitamente senti um grande mal-estar: vi esferas escuras de energia em espiral ligadas a várias partes do corpo dela. No alto de sua cabeça, enxerguei uma raia vermelha perfurante, parecendo um rosto que gritava. Várias criancinhas agarravam-se à vida junto ao centro do coração da mulher. Na parte esquerda da cabeça, vi notas de dinheiro em chamas. Raios vermelhos e negros se movimentavam entre a garganta e a cabeça. Isso, em geral, indica haver muita raiva na pessoa. Os ombros de Rachel pareciam estar sendo empurrados para baixo por uma grande força.
Nesse instante, algo assustador apareceu: vi um homem de barba marrom—escura sentado no espaço energético da mulher. Seus dedos pareciam grandes pregos enterrados em cima da cabeça dela.
 
— Devo dizer-lhe que você me parece uma esponja mediúnica: você absorve a energia de muita gente e fica agarrada a ela.
 
Prossegui, descrevendo o que via:
— Existe uma pessoa próxima a você, um homem de barba escura e olhos verdes, que é muito controlador. É verdade?

Ela ficou surpresa:
— Existe.
— A imagem desse homem está na sua aura e ele está debilitando sua energia: está controlando a área das suas costas.
— É isso mesmo. Sei quem é ele. Tenho tido dores de cabeça desde que o abandonei.

Depois que descrevi minhas impressões em maior detalhe, ela confirmou o que eu lhe tinha dito:
— Há quase um ano me divorciei e desde então minha vida transformou-se num inferno. Meu ex-marido tem me ameaçado e apavorado meus filhos. Na semana passada finalmente consegui uma ordem judicial para que ele se afaste de nós.


Rachel começou a chorar enquanto prosseguia contando a terrível situação em que se encontrava:
— Tínhamos um negócio juntos e descobri que ele desviava todo o nosso dinheiro para dar a outra mulher. — Ela irrompeu em soluços: — Temos três filhos. Ele afirmou no tribunal que eu não era boa mãe e queria a custódia exclusiva das crianças. Ele tentou até fazer com que as crianças ficassem contra mim. Sinto tanta raiva, que só tenho vontade de gritar.
 
— Lamento muitíssimo saber de sua situação — disse, suavemente. Se você aprender a recuperar seu poder e não deixar que seu ex-marido penetre no seu espaço, não se sentirá tão indefesa.

Ela me olhou com seus grandes olhos castanhos:
— Eu sou capaz disso?
— Você sabe que o velcro adere fortemente, não sabe?
— perguntei. Ela concordou com a cabeça, e prossegui: — Bem, é como se você estivesse usando uma roupa de velcro. Há formas de pensamento e  energia emocional, como raiva e medo, que ocupam seu espaço e grudam em você como se fossem velcro. Isso ocorre porque seus próprios sentimentos de raiva e medo estão atraindo essas coisas para você. Mas o velcro também tem uma vantagem: você pode descartar-se dele quando quiser, sem dificuldade. Basta saber como proceder.

Descrevi como poderia controlar a própria energia ao fortalecer sua aura e lhe mostrei como proteger sua aura dos pensamentos e das emoções de outras pessoas:
— É importante que você treine diariamente até começar a recuperar sua energia. Dê um passo de cada vez todo dia, até sentir que recobrou sua autoestima.

Quando terminei essa conversa, senti que o mundo espiritual já lhe tinham transmitido as informações que ela precisava ouvir.
 

UMA AURA ENFRAQUECIDA
Captar auras difere de pessoa para pessoa. Algumas são capazes de ver os turbilhões de energia que penetram na aura, enquanto outras veem formas de pensamentos. Outras ainda captam apenas parte da aura ou algumas de suas muitas camadas. Eu já vi várias camadas, cores e densidades do campo áurico. Ver cores é especialmente gratificante quando a pessoa está saudável e feliz. As cores podem ter a aparência de uma linda explosão de fogos de artifício.

Por outro lado, quando vejo uma aura como a de Rachel — turva, densa, salpicada de manchas negras e cheia de estática —, sei que essa pessoa está presa a pensamentos de raiva, ira, violência, preconceito ou ressentimento. A falta de saúde pode surgir nas cores castanha, vermelho-escura ou cinzenta. A extensão e a intensidade da descoloração indicam o grau de enfermidade da pessoa.

Trauma emocional, dor física e doença, padrões de vício e abuso de drogas, sistemas de crenças negativas, stress, perda de algum ente querido, energia de outras pessoas, entidades astrais inferiores, relacionamentos abusivos todas essas coisas contribuem para enfraquecer a aura.

Até os alimentos podem influenciar a condição da aura. Comer a carne de um animal que tenha sido maltratado e traz essa energia dolorosa para pessoas mais sensíveis e para o seu próprio sistema. Se dedicássemos algum tempo para nos harmonizar com nossos corpos, facilmente avaliaríamos quais são os alimentos adequados para nós.

Cafeína e álcool em excesso podem provocar uma devastação em nosso campo áurico. Esses estimulantes agitam o sistema nervoso e fazem com que nossa imaginação trabalhe em demasia, às vezes percebendo coisas que nem sequer existem. Por outro lado, frutas, e legumes ajudam a limpar nosso sistema e a mantê-lo limpo.

Os padrões negativos da aura podem tornar-nos vulneráveis às influências nocivas de outras pessoas. Isso pode virar um círculo constante e vicioso. Portanto, é muito importante compreender que somos os criadores de nosso próprio mundo. A energia de outras pessoas só nos afetará se não limparmos, purificarmos e protegermos nossa aura.

DEFEITOS DA AURA
Existem muitos defeitos energéticos que contribuem para enfraquecer a aura. Vamos examinar cada um deles.
 
PERDAS DE ENERGIA
As perdas de energia ocorrem onde o material da camada áurica foi danificado ou se definhou, e parecem gotas de tinta escura na água clara. São geralmente encontradas nas camadas etérea e astral da aura, mas podem estender-se a camadas superiores se não forem tratadas. Essas perdas de energia acontecem quando existe um ferimento no corpo, uma cirurgia, uma doença crônica, choques emocionais e psicológicos. Costumam causar mal-estar físico e podem levar a sintomas mais sérios, como dores de cabeça crônicas, dores nas costas, fadiga, crescimento celular anormal e disfunção endócrina.
 
LÁGRIMAS
As lágrimas ou rasgões aparecem ao olho mediúnico como rachas ou buracos no tecido áurico. Lágrimas são mais graves do que as perdas de energia. A maioria das lágrimas é causada por um choque ou trauma agudo, tal como a morte súbita de um ente querido, acidentes, abuso sexual e físico, abuso de drogas e álcool, e circunstâncias que provoquem níveis arrasadores de stress no corpo, na emoção e na psique. Lágrimas são coisa séria: elas nos deixam sem proteção áurica. Quando você tem lágrimas na aura, pode sentir fadiga crônica, depressão, distúrbios digestivos, enxaquecas, dores artríticas e deficiência imunológica. O esgotamento da aura é um subproduto das lágrimas e das perdas de energia no campo eletromagnético. Isso nos faz vulneráveis a ataques mediúnicos, a sermos controlados por entidades e às vezes até a morte.
 
IMPUREZAS ENERGÉTICAS
Outras formas de esgotamento da aura são conhecidas como impurezas energéticas, que são zonas de estagnação e bloqueio. Essas áreas inibem o fluxo livre de energia na aura. As impurezas têm várias formas e muitos tamanhos, e são também causadas por padrões de pensamentos negativos, baixa autoestima, raiva e rancor, ressentimento e dor, abuso de substâncias tóxicas, tendências autodestrutivas e relacionamentos prejudiciais. Os sintomas de impurezas na aura incluem confusão, distúrbios obsessivo-compulsivos, comportamento maníaco-depressivo e distúrbios alimentares.
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(1) Curiosamente a maneira de o desbloquear energeticamente é fazendo-o rodar no sentido inverso aos ponteiros do relógio, vista da parte da frente do corpo.
 
Autor desconhecido.
 

O QUE É A AURA?

                       
 
 
Hoje se fala muito em aura. – Mas o que é a aura?
 
A aura é um fluido energético, etérico, emocional, mental e búdico, sutil e invisível, que emana dos corpos material e espiritual do ser humano. É também um eflúvio eletrovital e eletromental, um halo de energias que rodeia o corpo do homem como toda a matéria dos reinos da natureza. Emite uma vibração luminosa e multicolorida, conforme o estado de cada pessoa. É sensível aos pensamentos, emoções, sentimentos e aos ambientes externos que exercem uma grande influência e podem modificar muito o desempenho de cada aura. Por isso, a aura do ser humano é como uma extensão energética dos corpos: físico, astral, mental, e da alma.
 
Aura Causal
 
Corresponde à alma. Esta é a parte da aura que os Mestres de Luz observam. Uma das grandes dificuldades que o aspirante ao Caminho da Luz enfrenta, à medida que trabalha a sua aura, é que a extensão da aura astral é grande demais e, deste modo, precisa trabalhar muito para diminuí-la e, ao mesmo tempo, expandir e aumentar a potência da sua aura mental que é pequena demais. Deve-se lembrar que a grande maioria de seres humanos está polarizada na sua natureza astral-emocional, e quem busca uma espiritualização maior, por conseguinte precisa atingir uma polarização diferente e focalizar-se mais no corpo mental.
 
Isto leva tempo e exige muito esforço; só depois de um extenso trabalho a irradiação da alma substitui, até certo ponto, a atividade emocional daqueles que buscam ser aceitos como discípulos dos Mestres de Luz. Na realidade, essa emanação é uma irradiação do grande amor espiritual que reside na alma.
 
Se você, meu caro leitor, quer trabalhar com as energias superiores, comunicar-se com os Seres de Luz, os Mestres, estejam eles em que plano, mundo ou dimensão estiverem, precisa desenvolver seus centros de força, os chakras, visto que através deles recebe e emite diversos tipos de energias que se refletem nos campos áuricos.
 
Para abrir e desenvolver seus canais espirituais, as faculdades superiores, terá de aprender a criar seus próprios campos magnéticos de força e de proteção para não ser mais invadido por forças negativas que só interferem, provocando diversos tipos de distúrbios e bloqueios, fazendo divisões internas e até externas, e além disso escravizam e não permitem que haja paz interior, a libertação e a iluminação espirituais.
 
A aura é como um reflexo das energias contidas e emitidas no interior de cada pedra, planta, animal ou pessoa, e que se exterioriza à sua volta. As cidades também possuem suas auras, porque são constituídas por prédios, árvores, flores, animais, pássaros, automóveis, pessoas, etc., e tudo isto é formado por conjuntos complexos de átomos de diversos tipos, que constituem a matéria física, e dentro deles existem energias, também de diversos tipos.
 
O ser humano é uma estrutura complexa que pensa, fala, age, sente, se emociona, e tudo isto gera sucessivas ondas energéticas vibratórias, positivas ou negativas, consoante o que cada pessoa pensa, fala e age, se espalhando e fazendo a aura da cidade; por isso, cada uma delas tem uma aura conforme o que  cada um de seus habitantes é, como também resulta de outras energias emanadas de animais, pássaros, e da própria matéria física. Esta aura tem, por isso, uma enorme variação energética vibratória, positiva e negativa.
 
Normalmente, a aura das grandes cidades tende mais para o negativo que para o positivo, infelizmente. Uma casa ou um apartamento tem a sua aura, consoante as energias vibratórias emanadas de seus moradores e de todo tipo de matéria física existente no local. As grandes cidades estão num imenso caos energético devido a vários fatores, entre eles os desequilíbrios e as desarmonias, tanto nos níveis mentais como emocionais do ser humano.
 
A enorme confusão interna do homem cria muitas formas astrais e mentais negativas que pairam sobre as cidades e são como enormes nuvens negras, que ao penetrar no ser humano através das auras, assim como dos chakras desequilibrados e desarmonizados, influenciando negativamente. As pessoas mais atingidas são: as sensitivas, os médiuns, as crianças e os jovens. Essas são as maiores vítimas, porque em decorrência disto sofrem múltiplos problemas.
 
As energias negativas contidas nas auras das cidades são responsáveis por distúrbios tanto no nível físico como nos níveis astral-emocionais, mentais, psíquicos, psicológicos, além de gerar incompreensões, discussões, impaciência, intolerância, confusões, desordens mentais e emocionais, violência, falta de sentido de orientação da própria vida, dificuldades em resolver os próprios problemas, e até dificultar o relacionamento pacífico entre as pessoas.
 
Enfim, a velha frase da filosofia é mais verdadeira do que muitos imaginam: “O homem se torna naquilo que ele pensa.”
 
Todo discípulo trabalha para se sublimar, está sempre numa vigília constante, busca despertar, expandir-se e unificar-se com sua alma, abrir seus canais, desenvolver seus chakras; principalmente os chakras cardíaco e coronário, visto que destes dois chakras parte o canal principal que o liga diretamente à alma de uma forma consciente, para assim se comunicar com o Mestre, o Instrutor de sua Alma.
 
Segundo Alice Bailey e o Mestre D. K.:
 
“Os pretendentes à iniciação e iniciados até a terceira iniciação usam tanto o sutratma* quanto o antakarana, empregando-os como uma unidade. O poder da Tríada começa a fluir, energizando assim todas as atividades humanas no plano físico e vitalizando as formas
de pensamento do homem num grau ainda maior. Cada iniciação representa a aprovação do aluno para um curso mais adiantado na Câmara da Sabedoria."
 
Segundo Dion Fortune:
 
 “O objetivo da Iniciação é produzir a iluminação da alma por meio da Luz Interna."
 
A palavra Iniciado significa aquele em que o Eu Superior, a Individualidade, se fundiu com a personalidade e se encarnou realmente no corpo físico. Um iniciado é, por conseguinte, aquele cujo Eu Superior nos olha através de seus olhos.
 
*Sutratma é o fio da vida, une os corpos sutis, onde estão os cinco átomos permanentes. Pode se dizer que é o conjunto de energias que estabelece a coordenação com a alma, o Eu Superior.
 
 
antakarana
 
Autor: Henrique Rosa

segunda-feira, 27 de maio de 2013

A Aura e a energia sutil eletromagnética.

 
 
 
                         

A interface da energia sutil, o corpo bio eletrónico e biomagnético vibrante.
 
Não se pode falar de energia sutil sem se falar da aura. Todas as energias sutis das criaturas vivas podem ser basicamente consideradas parte de sua aura, embora, num sentido mais restrito, seja considerada como a energia que emana ou que está em torno dela.
 
O observador interage com aquilo que observa: em algum grau as ligações e ações recíprocas sempre existirão. Sua personalidade e seu carma sempre influenciarão sua perceção. Uma pessoa verdadeiramente feliz em seu interior tornará outras felizes apenas com sua presença, enquanto uma pessoa angustiada espalhará sua infelicidade por onde estiver, e provavelmente irá reclamar do fato de serem todos tão infelizes!
 
A grande compreensão dependerá do campo de energia ou vibração em que esteja fixada a atenção do observador, e poderá também depender do indivíduo, de como ele relata sua experiência. No domínio do sutil, a influência do observador a respeito da experiência é mais imediata do que ao nível grosseiro ou visível.
 
Essa modificação entre as pessoas ocorre continuamente nas relações humanas e é parte da adaptação que temos de fazer em qualquer relacionamento, de maneira consciente ou inconsciente.
 
Ocorre também que uma personalidade mais forte influencia a mais fraca. Uma entrará em ressonância com a outra. A força de caráter e, especialmente, a força espiritual refletem-se sempre na aura, em tamanho, qualidade e harmonia. Muita gente já pôde sentir o “clima” de pessoas e lugares, embora em geral os aspetos de energia desse fenômeno não sejam avaliados.
 
Sentar próximo a alguém agradável e pacífico irá “levantar” uma pessoa; por outro lado, estar perto de alguém enfurecido, em desarmonia e perturbação, irá empurrar a pessoa para baixo. Da mesma forma, um dia quente e agradável de primavera, quando as flores parecem brotar cintilando em cores e seu aroma enche o ar, também faz seu coração elevar-se com a energia da vida nova que explode na natureza.
 
A energia sutil torna-se quase visível. Se você fechar os olhos e entrar em sintonia com o mundo, poderá quase ver essa vida nova que surge.
 
Exatamente como as energias sutis são a impressão de energias menos sutis, nossos sentidos também são uma parte de um espectro vertical de sentidos que percebem o movimento e as diferenças entre energias ao longo desse espectro.
 
Ao “ler” as descrições de auras, elas são vistas, aparentemente com os olhos, embora algumas vezes isso ocorra até mesmo quando os olhos físicos estão fechados. Da mesma forma, numa experiência psíquica, astral e mística, a visão, o som, o tato, os aromas e o paladar estão todos envolvidos, mas em seus estados mais sutis.
 
Estar consciente da aura nada mais é do que ter consciência da energia em qualquer nível ou proporção vibratória que esteja sendo percebido naquele determinado aspeto da aura, através dos sentidos despertos àquele nível. Naturalmente é isso que nos permite compreender por que diferentes pessoas descrevem a aura de maneira tão diversificada e até conflituante.
 
Mesmo depois que a força da vida tenha partido, as matérias das plantas vivas naturais têm uma vibração mais agradável e harmoniosa que as substâncias artificiais. Compare, por exemplo, a madeira, o algodão e a lã, com o náilon, o poliéster, o vinil e outras matérias plásticas.
 
Nossa consciência ou alma está encerrada num mar de interconexões de energia que podemos perceber através de nossos cinco sentidos físicos. Todo o universo é apenas uma dança de energia em vibração.
 
Toda a matéria fisicamente percetível tem seu duplo mais sutil, mais refinado. Por sua ligação interior com a Grande Fonte, as energias sutis nas formas de vida são parte integrante de sua expressão nos campos de energia da criação.
 
Tais energias são avaliadas pelos órgãos sensoriais de natureza vibratória idêntica à energia que está sendo percebida. E assim que nossos cinco sentidos físicos grosseiros percebem a matéria física bruta.
 
No reino animal, tal consciência da vibração é quase uma segunda natureza. E um sexto sentido, um instinto (como dizemos), que adverte os animais do perigo ou que os leva em direção ao alimento. Sem dúvida, determinadas criaturas poderão ter outros sentidos grosseiros, capazes de perceber alterações no ambiente físico grosseiro. Não possuímos tais sentidos, mas os aspetos sutis parecem ter uma presença muito forte para qualquer pessoa que tenha o dom da observação.
 
Entre as culturas chamadas primitivas, quase extintas hoje em nosso planeta, a telepatia e a capacidade de sintonia entre as pessoas são parte da vida diária, Os aborígenes da Austrália falam de “confiar no vento”; os bosquímanos da África comunicam-se telepaticamente a distância (leia The lost world of the Kalahari, de Laurens van der Post). Os Kahunas do Hawaii e sacerdotes de outras culturas no Pacífico Sul têm uma capacidade psíquica desenvolvida naturalmente.
 
Entre as culturas mais avançadas do passado, os chineses, os indianos e os tibetanos desenvolveram formas de ioga e meditação, exercícios interiores para abrir a consciência mística, ou talvez apenas a psíquica. Os tibetanos, especialmente, são famosos por suas “botas-psíquicas-de-sete-léguas” — a capacidade de movimentar-se em alta velocidade por via terrestre com a manipulação de forças naturais. Alguns de seus mosteiros, construídos nos cumes de penhascos, só poderiam ter sido erigidos com o aproveitamento de forças naturais ainda não compreendidas e utilizadas pela física moderna.
 
Existem relatos comprovados de testemunhas modernas que assistiram a cerimônias nas quais imensos blocos de pedra foram movimentados através do ar até as bordas dos penhascos com o propósito de erigir construções. Existem círculos de pedras, vestígios de antigas culturas europeias, de que se comprovou que as pedras vieram de muito longe, por meios ainda desconhecidos.
 
Avançando-se a hipótese de um conhecimento das energias sutis, surgem inúmeras possibilidades e explicações novas. A esse respeito, hesita-se em mencionar as pirâmides do Egito, foco de todas as teorias possíveis e reivindicadas por quase todas as filosofias ocultas — o que só vem demonstrar quanto era indefinida sua finalidade e também o método de construção empregado.
 
Afinal de contas, movimentar um grande objeto pesado ou até mesmo o próprio corpo só é difícil por causa da força de gravidade. E o que é a gravidade? Matéria atrai matéria, e energia atrai energia, esta é uma das leis básicas da natureza. Mas, o que é sua natureza essencial e inata? O que vem a ser a gravidade? Ninguém pode dar uma resposta em terminologia científica que permita projetar um método para controlar essa força.
 
O mesmo acontece em relação à pesquisa moderna sobre a telepatia, por exemplo. Há muita gente em nossa era moderna que compreende e tem consciência de vibração e de atmosfera. Essas pessoas podem não ser inteiramente telepatas ou clarividentes, mas o são em parte.
 
Trata-se de um subproduto da meditação e de outras práticas que estimulam a consciência e o controle da energia sutil — a hata-yoga o tai-chi, Pulsors, Reiki, para mencionar algumas delas. Essas pessoas em geral quase não têm interesse em ajudar os cientistas pesquisadores a provar ou refutar a existência de tais energias sutis. Tratar-se-ia de homens com olhos em terra de cegos, trabalhando numa pesquisa cega, quer a visão realmente exista ou não!
 
E um conhecimento inútil para os cegos, mesmo supondo-se que eles fossem acreditar na possibilidade da visão (o que não ocorreria com a maioria). Eles iriam apenas atingir a sensibilidade dos que têm a visão. Sem dúvida alguma, os mágicos que houvessem entre eles logo mostrariam ser capazes, por subterfúgios, de fazer as mesmas coisas que os que têm essa visão, o que não provaria muita coisa, a não ser que uns poucos cegos fingissem ter olhos e fizessem alguns de seus vizinhos de bobos. . . Muito melhor seria que os que enxergassem se mantivessem quietos e procurassem a companhia de seus semelhantes.
 
E é isso o que acontece. Os seres humanos que já tiveram a oportunidade de desenvolver-se até esse ponto naturalmente relutam em passar horas preciosas de sua vida num laboratório tentando adivinhar números ou cartões.
 
E, na verdade, os cientistas envolvidos nesse gênero de trabalho muitas vezes também estão, eles próprios, em busca de uma realidade mais elevada. O trabalho e a pesquisa são apenas uma expressão exterior de sua busca interior. Isso inclui até mesmo os antagonistas — talvez especialmente estes. Amor e ódio, afinal, são os dois lados de uma moeda. Um peixe, uma vez fisgado no anzol, poderá vir à terra facilmente ou lutará contra isso. Mas, de qualquer maneira, não haverá escapatória para ele.
 
A aura molecular e a aura de calor
Temos assim todo um espectro de energias físicas, emocionais, mentais e outras mais elevadas — que se fazem presentes na aura humana, todas passíveis de perceção e muitas vezes confundidas entre si. Ao nível físico mais evidente há uma “aura” molecular que se estende a uma pequena distância do corpo, composta de partículas de ceratina (pele), minúsculos cristais de sal, amónia e outros materiais orgânicos e gases.
 
Há também a energia eletromagnética, na forma de radiação infravermelha — o calor. Equipamentos modernos de análise termográfica podem detetar a doença nos órgãos internos por uma análise dos padrões de infravermelho emitidos. Nesse invólucro de calor também há uma série de bactérias e micro-organismos que provavelmente se reproduzem ali. Correntes de ar quente são atraí- das em direção ao nariz e à boca e seus conteúdos são assim reintroduzidos no corpo. Além das vantagens mais evidentes, este fato sublinha a importância do banho regular e da limpeza geral para a manutenção da saúde.
 
O corpo elétrico
Há também um corpo elétrico em torno do corpo que se estende a pelo menos alguns centímetros de distância, Esse campo de puro potencial elétrico foi descoberto pelo professor Harold Saxton Burr em Yale na década de 30, sendo descrito em seu livro Blueprint for immortality.
 
Envolvendo todas as criaturas vivas num estágio inicial de seu desenvolvimento, provavelmente desde o momento da conceção, esse campo reflete mudanças em sua constituição física e Psicológica que se manifestam hoje ou que poderão ocorrer no futuro — uma tendência para essa constituição.
 
O professor Burr demonstrou que existem ligações entre esse campo e as variações eletromagnéticas no Sol — as manchas solares — como foi registrado por muitos anos em árvores do campus da universidade.
 
Ele descobriu também que ocorrem mudanças no potencial elétrico, na época da ovulação, durante o ciclo de fertilidade de uma mulher, observando diferenças no potencial elétrico de sementes que eram geneticamente destinadas a se tornar mais robustas ou a definhar.
 
O professor Burr realizou inúmeras experiências como essa por vários anos, indicando que esses potenciais refletem com precisão as condições do corpo e da mente, ajudando no diagnóstico do câncer.
 
Concluiu que tais padrões de potencial elétrico eram primários e, em sua natureza, um campo de controle. Isto é: mudanças nesse campo determinam mudanças no corpo — o campo não é um efeito secundário de alterações dentro do corpo; é nele que se geram tais mudanças. Além disso, descobriu ainda que esses potenciais respondiam aos estímulos eletromagnéticos do ambiente externo — tempestades magnéticas, manchas solares, variações do Sol e da Lua e assim por diante.
 
E importante explicar aqui que as manchas solares não são um acontecimento insignificante. Trata-se de ocorrências nucleares, mal compreendidas, com cerca de duzentos mil quilômetros de diâmetro (aproximadamente quinze vezes o diâmetro da Terra).
 
Elas emitem uma barreira de partículas e oscilações eletromagnéticas que nos alcançam na Terra em poucos minutos. São diretamente responsáveis por interferências nas emissões de rádio e por eventos eletromagnéticos na atmosfera da Terra — temporais acompanhados de relâmpagos, trovões e coisas assim.
 
O nível dos antecedentes da emissão de partículas solares, o vento solar, desempenha um papel integral no clima e nas condições atmosféricas da Terra, sendo também responsável pelas auroras boreais. A atividade das manchas solares correlaciona-se também a períodos de perturbação na história da Terra, num ciclo de onze anos. Esses acontecimentos são sociais (guerras, épocas de agitação, etc.), geológicos e meteorológicos.
 
O trabalho de Burr foi seguido nesses últimos anos por cientistas norte-americanos, especialmente o dr. Robert Becker, indicado em 1978 para o Prêmio Nobel por seu trabalho pioneiro a respeito dos efeitos das radiações elétrica e eletromagnética sobre os seres vivos.
 
A história tem muitas tramas, e o quadro geral não está muito claro, mas a narrativa inclui o trabalho de Burr e o do biólogo húngaro-americano Szent-Gyorgyi, que havia recebido um Nobel em 1937 por sua pesquisa sobre o metabolismo. Szent-Gyorgyi sugeria que os tecidos celulares e outros, vivos, poderiam ter propriedades semicondutoras, à maneira de componentes elétricos e eletrônicos.
 
A ideia da existência de uma atividade elétrica nas criaturas vivas tem sua base de sustentação em muitas correntes de evidência, entre elas as pesquisas sobre os mecanismos que fazem com que um pombo retorne a sua casa. Parece que esses pássaros tem certos sistemas de navegação.
 
Eles contam não apenas com uma prodigiosa linha e distância de amplitude de visão, que cobrem muitos quilômetros, mas utilizam também o Sol, as estrelas e o campo geomagnético da Terra como sistema de navegação alternativo.
 
Isso significa que eles são sensíveis a mínimas alterações e perturbações magnéticas. Experiências mais avançadas com pombos em túneis artificiais que tinham apenas pistas magnéticas para habilitá-los a encontrar o caminho em direção ao alimento revelaram que eles teriam condições de fazer isso, mas somente se pudessem bater e agitar as asas.
 
A resposta ao funcionamento do mecanismo de navegação geomagnética parece estar no fato de que as penas contêm a proteína ceratina, que se supõe ter propriedades piezelétricas; sendo necessário o movimento das asas do pombo para a geração de um impulso elétrico diretamente relacionado à natureza dos campos magnéticos, permitindo assim que eles façam a avaliação das forças e da direção do campo.
A ceratina também é encontrada no ar, nos chifres dos animais, em seus cascos, na pele, e nas unhas e nos bigodes dos gatos — esses órgãos muito sensíveis que não apenas os gatos, mas outras criaturas também possuem.
 
Faça uma comparação, por exemplo, com as antenas das mariposas e de outros insetos. Também se sabe que o efeito piezelétrico existe em ossos e outros tecidos, não por seu conteúdo iônico mineral, mas por fenômenos eletrônicos em algumas moléculas de proteínas e provavelmente na própria estrutura celular. Sabe-se também que o DNA, o material genético cromossómico, tem propriedades piezelétricas.
 
E altamente provável, portanto, que o sistema nervoso do homem seja bem mais que um sistema de fios elétricos interno ampliado; trata-se, na verdade, de um sistema super bio eletrónico e biomagnético de campos e forças, correntes e cargas eletromagnéticas, com funções de reunir, armazenar e recuperar informações, um milhão de vezes mais avançado que qualquer um de nossos sistemas de computação mais modernos.
 
O trabalho de Robert Becker, por exemplo, incluiu a regeneração parcial de membros em ratos — com ossos, músculos e todos os outros tecidos — simplesmente através da aplicação correta de impulsos, potências e polaridades elétricas.
 
Dorothy Hali nos contou certa vez a história de uma jovem que sofria de ataques epiléticos. A garota tinha um cabelo compridíssimo — “uma juba”, como dizia seu namorado. Dorothy experimentou tudo e também a enviou para todos os tipos de médicos que ela imaginou pudessem ajudar, sem nada conseguir. Por fim a solução surgiu por acaso, num momento em que a paciente comentou que só uma vez na vida, quando usava o cabelo curto, havia tido certo alívio da epilepsia.
 
Claro, o namorado ficou furioso quando ela cortou o cabelo, mas isso curou a garota da doença. Gostaria muito de saber se a epilepsia teria alguma piora quando a jovem estivesse nas proximidades de aparelhos elétricos ou se haveria algum tipo de fios elétricos por trás da cabeceira de sua cama.
 
Seguindo a mesma linha de raciocínio, lembro que uma de minhas filhas resolveu frisar o cabelo duas vezes e as duas ocasiões foram seguidas por um período de desequilíbrio emocional. Se você alguma vez já viu no microscópio um fio de cabelo que tenha recebido uma permanente ou tenha sido tratado com certos produtos de beleza deve ter tido a sensação de estar assistindo a um filme de terror.
 
O cabelo se parece com ervas daninhas que foram tratadas com hormônios para exterminá-las — tem a estrutura toda emaranhada e retorcida, incapaz de desempenhar qualquer função equilibradora ou qualquer troca de energia que alguma vez se tenha podido esperar dele.
 
Se, como sugerimos, a função do cabelo é algo além de um controle térmico ou valor estético, pode-se compreender como suas propriedades elétricas, ligadas ao couro cabeludo e agindo como meio para a entrada de energia no cérebro, podem modular a função cerebral;  ou, quando ligadas ao corpo, atuar como um dos meios para o intercâmbio geral de energia com o meio ambiente, para alimentação e recolhimento de informações.
 
Existem muitos fenómenos registrados por pesquisadores que indicam respostas, de modo sutil e grosseiro, de parte das criaturas vivas a estímulos elétricos e magnéticos, muitas vezes de baixíssima intensidade. Em seu livro Electromagnetic fzelds and life, A. S. Presman sugere que essas respostas sejam devidas a alterações nos aspetos da manipulação de informações do sistema eletrônico corporal, pois os estímulos são pequenos demais para quaisquer mudanças mais evidentes na fisiologia e bioquímica dos tecidos.
 
Isso está perfeitamente de acordo com as pesquisas de Burr, Becker e outros ao postularem a existência de um aspeto controlador básico para o “corpo eletrónico” sutil. Se o plano controlador é modificado, pode resultar na degeneração ou regeneração de tecidos, dependendo da alteração efetuada.
 
Há uma série de aparelhos de terapia magnética e eletromagnética disponíveis no mercado, que ajudam um considerável número de pacientes. Ionizadores negativos de ar são bastante conhecidos e têm sido usados não apenas para “limpar” o ambiente mal ventilado — isso ocorre geralmente devido ao uso de ar-condicionado —mas também em clínicas para ferimentos e queimaduras, onde a carne cicatriza mais depressa.
 
Muita gente, com esses aparelhos no escritório, na sala ou quarto, sente grande benefício em relação à clareza mental, como se constatou em estudos de eficiência realizados em escritórios com ionização negativa.
 
Sabe-se que há também um alívio para asma, bronquite, febre do feno e outros problemas brônquicos. A estabilidade emocional é afetada pelo nível de ionização atmosférica negativa ou positiva, e esses ionizadores negativos podem minorar sintomas de depressão e enxaquecas.
 
Um dos primeiros biólogos a propor uma teoria que incorporasse os aspetos vibracionais ou oscilatórios dos materiais celulares foi George Lakhovsky, cujo livro The secret of life (“O segredo da vida”) foi publicado em tradução inglesa em 1939. Sua tese era de que o núcleo de cada célula tinha as características essenciais necessárias para manter um circuito elétrico oscilante.
 
Szent-Gyorgyi, já nos anos 50, também observou que a estrutura molecular de muitas partes de células vivas poderiam comportar-se como semicondutores, basicamente com a mesma natureza dos cristais.
 
A semi-condução é um fenômeno que ocorre em materiais com matriz altamente molecular e atómica, permitindo que os eletrões se movimentem de uma molécula para outra normalmente, quando determinado limite de voltagem é atingido, o que dá a estes energia suficiente para “saltar”. Szent-Gyorgyj percebeu que as proteínas teriam tal capacidade, e como já dissemos, estudos sobre ceratina e colagénio (encontrado em muitos tecidos do corpo) mostraram que ele estava certo. Além do mais, nesses últimos vinte anos, pesquisas de microscopia do elétron mostraram que as células possuem estruturas altamente complexas e ordenadas. A ideia de SzentGyorgyi de que as proteínas pudessem estar ligadas por todo o corpo em longas cadeias de informação eletronicamente codificadas recebeu, assim, algum suporte experimental.
 
O conceito de informação codificada em ondas eletromagnéticas oscilantes veio à luz pela primeira vez com o advento das transmissões de rádio. Lakhovsky, Szent-Gyorgyi e outros estavam apenas aplicando ao corpo humano princípios recentemente descobertos pelos físicos.
 
Hoje em dia, com toda a tecnologia de computação e informática que utiliza as propriedades cristalinas, semi-condutivas e químico-eletrónicas de substâncias como o quartzo, a sílica, o silicone, os arsenitos de gálio e outras, torna-se mais fácil imaginarmos que o corpo tenha capacidades semelhantes de armazenagem e processamento de informação.
 
Muitos biólogos sabem muito bem que fenômenos “descobertos” por físicos e químicos são mais tarde encontrados em uso na natureza, universalmente ou em determinadas espécies. Pense apenas no morcego e seu radar, no pombo e sua bússola interna, no peixe-elétrico e em muitos outros animais.
 
O mesmo se aplica em relação a nosso conceito de corpo humano. Muitas vezes “descobrimos” coisas no organismo quando “descobrimos” antes um paralelo externo. Não existe um único artefacto humano aparente que não tenha um paralelo biológico em nosso próprio corpo. Os mecanismos básicos de rearranjo de padrão de energia encontram-se todos nas células e nos organismos vivos. Consciente ou inconscientemente, os artefactos humanos apenas imitam determinados aspetos da natureza.
 
Dê um passeio imaginativo pela imensa quantidade de fatos desconhecidos que se encontram nos processos da vida. Nenhuma “descoberta” científica faz mais do que proporcionar uma descrição detalhada de acontecimentos segundo certas teorias ou conceitos.
 
Esse género de conhecimento apenas arranhou a superfície dos detalhes em potencial passíveis de observação. Mesmo se permitindo margem a restrições inerentes da ciência como um meio para compreender as grandes questões, ela até agora tocou apenas a superfície de suas possibilidades.
E a surpresa, a inércia, o preconceito ou o antagonismo que saúdam uma nova “descoberta” são uma característica do progresso humano através dos tempos. A história nos fala de nossos erros, mas sempre fazemos a mesma coisa com novo disfarce, sem percebê-lo!
 
Devemos proceder a uma revisão e a uma re-visualização de conceitos do que é o nosso corpo e do que somos nós, em essência. A realidade é que ninguém sabe (com exceção de um místico) nem ao menos como se dobra um dedo. Quantos mecanismos complexos, energias físicas e mentais estão envolvidos numa operação aparentemente tão simples!
 
Lakhovsky e seu oscilador multiondas, como também o dr. Becker (mais recentemente) e todos os pesquisadores que usam o magnetismo, já registraram sua capacidade de influenciar processos metabólicos ou mesmo o humor, para o bem ou para o mal.
 
Os circuitos elétricos oscilantes de Lakhovsky foram capazes de estimular o crescimento de plantas e livrar gerânios de cânceres injetados.
 
Burr pôde monitorar alterações fisiológicas e anatômicas medindo os potenciais de campo V (campo de vida). Becker conseguiu estimular a regeneração de tecidos em membros amputados e induzir uma soldagem de ossos que estava se mostrando problemática.
 
Pesquisadores suecos vêm tratando o câncer com pequenas correntes elétricas. A aplicação de lâminas imantadas ou pequenos ímãs em ferimentos resultantes de eventos esportivos e em problemas artríticos ou reumáticos nas juntas trouxe considerável alívio às pessoas que sofriam desses males, acelerando os processos de cura.
 
A eletro-acupuntura, o uso de ressonâncias acústicas (que é a terapia cimática), os Pulsors, ionizadores de ar, ímãs e muitos outros aparelhos, invenções e métodos apontam inevitavelmente para uma única direção, quer se compreenda ou não.
 
Naturalmente, está bem claro que para tudo existe o aspeto positivo e o negativo. A eletricidade e a radiação eletromagnética também poderão ter poderosos efeitos negativos, como falamos antes.
 
Sabendo-se que os fenômenos elétricos se relacionam muito proximamente com os efeitos na energia sutil, percebemos o surgimento de um padrão e um mecanismo, O complexo padrão de energia do corpo bioeletrónico e biomagnético é uma precipitação (OU descida) das energias sutis mais interiores.
 
Isso fica bem claro a partir de nosso trabalho com os Pulsors como equilibradores de energia sutil perturbada por fatores desarmonizantes, biomagnéticos e de outros tipos. Também fica evidente se levarmos em conta os novos equipamentos para acupuntura disponíveis.
 
A acupuntura é a harmonização das energias sutis que os chineses conhecem como chi. Os campos de energia sutil que a acupuntura manipula fluem ao longo de meridianos OU canais com pontos específicos em que o tratamento é aplicado por meio de uma agulha ou de calor, queimando-se uma erva — a moxa. Os pontos e meridianos relacionam.se por reflexo com órgãos, sistemas e equilíbrio de energia geral do corpo.
 
Sabe-se também que esses pontos de acupuntura distinguem- se das áreas circundantes por uma queda na resistência elétrica da pele que vai de um milhão de ohms a um mínimo de dois mil ohms. Alguns aparelhos e a eletroacupuntura são capazes de detetar esses pontos e estimulá-los eletricamente — e nesse caso não é necessário recorrer ao USO de agulhas, ou calor — ou, no caso do shiatsu (a acupressão), podem fazê-lo por meio de massagem com o dedo.
 
Existe também um método de aplicação de pequenos ímãs a esses pontos para o qual seus praticantes reivindicam um grande sucesso. O dr. Hiroshi Motoyama, do Japão, aprofundou-se nesse processo e projetou um sistema de análise dos pontos de acupuntura por computador. Ligando-se um eletrodo ao terminal de cada um dos vinte e oito meridianos, o fluxo corrente em cada um deles é medido e analisado minuciosamente. O computador imprime então uma análise do sistema de energia elétrica do organismo, indicando os pontos em que se deve aplicar um tratamento para restaurar o equilíbrio natural.
 
A medição da resposta elétrica da pele como reflexo do estado de chi foi também utilizada pelo dr. Pat Flanagan em suas pesquisas sobre a energia das pirâmides, quando ele demonstrou claramente que estas têm um efeito de equilíbrio sobre as energias sutis".
 
Autor: John Davidson
 
Fonte:
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