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quinta-feira, 21 de julho de 2016

Antoine Saint-Exupéry - mini biografia


Antoine Saint-Exupéry foi um escritor, poeta, ilustrador e aviador francês.

Nasceu em Lyon a 29 de junho de 1900 e desapareceu no Mediterrâneo, perto de Marselha, em 31 de julho 1944. O seu corpo nunca foi resgatado, embora tenham encontrado destroços do seu avião, em 2004, a poucos km da costa de Marselha.

Era terceiro filho do conde Jean Saint-Exupéry e da condessa Marie Foscolombe, de seu nome completo Antoine-Jean-Baptiste-Marie-Roger Foscolombe de Saint-Exupéry.

Ficou órfão de pai, executivo de uma empresa de seguros e vítima de apoplexia, aos 4 anos de idade. O que levou a que a família se mudasse de Lyon para Mans, para o castelo de Saint Maurice de Rémens, quando Saint-Exupéry tinha apenas 9 anos de idade.

Era o único homem numa família com inúmeras tias, irmãs e primas. Neste universo feminino, no qual a sua mãe, senhora de uma sensibilidade artística, não terá sido a menos influente, viveu Saint- Exupéry, até ir estudar nos colégios jesuítas de Montgré e Le Mans. E também, na Suíça, entre os anos de 1915 e 1917, num colégio interno dirigido por padres Maristas, em Fribourg. Após ter sido reprovado no exame de admissão à universidade, ingressou na Escola de Belas-Artes como estudante de Arquitetura.

Em 1921 apresentou-se para cumprimento do serviço militar, às ordens do Segundo Regimento de Caçadores.
Como já tinha tido uma experiência precoce com a aviação, na adolescência, foi enviado para Estrasburgo a fim de receber treino como piloto. Fez o seu primeiro voo desacompanhado a 9 de julho de 1921 e, no ano seguinte, com a obtenção do brevet, recebeu uma proposta de adesão à Força Aérea Francesa. Recusou, e decidiu estabelecer-se em Paris, trabalhando num escritório e escrevendo em simultâneo, planeando casar-se com a romancista aristocrata Louise de Vilmorin.

Depois de numerosos empregos, entre eles guarda–livros e caixeiro-viajante, ficou destroçado ao ver romper-se o noivado, e decidiu retomar a sua carreira na aviação civil na companhia Latécoère, tirando o brevet de piloto civil em Rabat em 1926.

Nesta altura, a aviação postal fazia concorrência ao correio por via marítima e férrea e Saint-Exupéry em 1927, passou a pertencer à Compagnie générale aéropostale, sendo pioneiro numa profissão tão arriscada como a de piloto de linha.

Os seus primeiros livros, L'Aviateur (O aviador) – 1926, Courrier sud (Correio do Sul) – 1929, Vol de nuit (Voo Noturno) – 1931 foram já escritos ao serviço desta companhia e relatam a sua experiência fazendo o circuito França – norte de África (Marrocos).

Quando escreveu L'Aviateur para a revista literária Le Navire d'Argent, escreveu também sobre a sua relação amorosa fracassada com Louise de Vilmorin.

Na época em que escreveu Courrier sud, de 1927 até 1929 chefiou o posto de Cap Juby, no sul de Marrocos. Todas as suas experiências, como piloto e dotes diplomáticos, foram utilizadas para negociar com tribos berberes a libertação de pilotos de linha caídos no deserto e feitos prisioneiros durante a insurreição marroquina.

Em 1929, no mesmo ano em que assinou contrato com a editora francesa Gallimard para a publicação de sete romances, foi nomeado diretor da Aeroposta Argentina, com a incumbência de criar a linha aérea da Patagónia.

Vol de Nuit, que relata o conturbado voo final de um piloto do correio na Patagónia, Argentina, foi adaptado ao cinema em 1933, depois de ser bestseller.

Casou-se em 1931 com Consuelo Suncín-Sandoval Zeceña, uma escritora, ilustradora e ex-jornalista salvadorenha que conheceu em Buenos Aires, nesta época. Consuelo era uma viúva muito rica e jovem de um diplomata guatemalteco quando pediu a nacionalidade argentina em 1925. Casamento conturbado, devido sobretudo a infidelidades de Saint-Exupéry, mas que durou até ao final da sua vida.

Foi Consuelo que o convenceu a escrever Vol de Nuit depois de receber uma carta com 26 páginas a contar o drama do piloto na Patagónia. 

Foi a Consuelo que Saint-Exupéry dedicou o personagem da Rosa em o Principezinho. Consuelo, por sua vez, escreveu as suas memórias com Saint-Exupéry em 1946 intituladas Mémoires de la Rose. No entanto só foram publicadas pelo seu herdeiro, em 1999, vários anos depois da sua morte que ocorreu em 1979.

Entre 1931 e 1938 fracassou em bater os records de velocidade nos raids entre Paris e Saigão e entre Nova Iorque e a Terra do Fogo, na Argentina.

Sofreu vários acidentes aéreos sendo o mais grave em 1934 (Guatemala) durante o raid Nova Iorque-Terra do Fogo. Neste ano prometeu a Consuelo não voar mais. Devido a remorsos de não cumprir esta promessa, mais tarde em Nova Iorque, desenvolveu a partir deste incidente o tema do Pequeno Príncipe em que Saint-Exupéry, o piloto que teve a panne fala com a sua própria Anima: - Porque abandonaste a tua Rosa, que é tão bela?

A imobilização, devido ao acidente em 1934, levou-o a escrever suas memórias de piloto e, em 1939, publicou Terra dos Homens, vencendo o Grande Prémio da Academia Francesa e ainda o National Book Award nos Estados Unidos.

Saint-Exupéry desesperou-se pela humilhação de seu país durante a Segunda Guerra. 

Exilou-se, nos últimos anos em Nova Iorque e criou o Le Petit Prince, ilustrando-o e vendo-o publicado em 1943. Quando os EUA entraram na 2ª Guerra Mundial, Saint – Exupéry alistou-se como piloto de Guerra, quase no limite da idade, combatendo no Norte de África até à sua morte.

O último livro, a Cidadela, ainda incompleto, foi publicação póstuma em 1948. Segundo Consuelo diz numa entrevista dos arquivos da Rádio Canadá, este livro contém tudo aquilo que Saint-Exupéry descobriu sobre a vida, sendo uma espécie de legado espiritual à humanidade.

Escritor que se caracteriza por um profundo humanismo que toca o coração de leitores de todas as idades. O maior exemplo disso é o seu mais famoso livro, o pequeno príncipe, que é descrito como uma fábula para adultos em que Saint-Exupéry apela para o retorno aquilo que é essencial.


Como diz o pequeno príncipe: - O essencial é visto com o Coração. A mensagem de Saint-Exupéry vive em cada um de nós, tornando-o um escritor imortal.

Paz e Amor
Curadora64

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AS SETE VERDADES DO BAMBU


Depois de uma grande tempestade, o menino que estava passando férias na casa do seu avô, o chamou para a varanda e falou:

- Vovô, corre aqui !

Me explica como esta figueira, árvore frondosa e imensa, que precisava de quatro homens para abraçar seu tronco se quebrou, caiu com vento e com chuva, e este bambu tão fraco continua de pé ?


Filho, o bambu permanece em pé porque teve a humildade de se curvar na hora da tempestade.



A figueira quis enfrentar o vento. O bambu nos ensina sete coisas. Se você tiver a grandeza e a humildade dele, vai experimentar o triunfo da paz em seu coração.

A primeira verdade que o bambu nos ensina, e a mais importante, é a humildade diante dos problemas, das dificuldades. Eu não me curvo diante do problema e da dificuldade, mas diante daquele, o único, o princípio da paz, aquele que me chama, que é o Senhor.

Segunda verdade: o bambu cria raízes profundas.


É muito difícil arrancar um bambu, pois o que ele tem para cima ele tem para baixo também.

Você precisa aprofundar a cada dia suas raízes em Deus nas suas orações.



Terceira verdade: Você já viu um pé de bambu sozinho? Apenas quando é novo, mas antes de crescer ele permite que nasçam outros a seu lado (como no cooperativismo).



Sabe que vai precisar deles. Eles estão sempre grudados uns nos outros, tanto que de longe parecem com uma única árvore. Parecem uma família...


Às vezes tentamos arrancar um bambu lá de dentro, cortamos e não conseguimos. Os animais mais frágeis vivem em bandos, para que desse modo se livrem dos predadores.

A quarta verdade que o bambu nos ensina é não criar galhos. Como tem a meta no alto e vive em moita, em comunidade, o bambu não se permite criar galhos.

Nós perdemos muito tempo na vida tentando proteger nossos galhos, coisas insignificantes que damos um valor inestimável.

Para ganhar, é preciso perder tudo aquilo que nos impede de subirmos suavemente.

A quinta verdade é que o bambu é cheio de “nós” ( e não de eu’s ). Como ele é oco, sabe que se crescesse sem nós seria muito fraco. Os nós são os problemas e as dificuldades que superamos. Os nós são as pessoas que nos ajudam, aqueles que estão próximos e acabam sendo força nos momentos difíceis.

Não devemos pedir a Deus que nos afaste dos problemas e dos sofrimentos. Eles são nossos melhores professores, se soubermos aprender com eles e simplesmente passar por eles.

A sexta verdade é que o bambu é oco, vazio de si mesmo.
Enquanto não nos esvaziarmos de tudo aquilo que nos preenche, que rouba nosso tempo, que tira nossa paz, que ocupa nossos pensamentos, não seremos felizes.

Ser oco significa estar pronto para ser preenchido da luz do Espírito Santo.

Por fim, a sétima lição que o bambu nos dá é exactamente o título de um livro: ele só cresce para o alto. Ele busca as coisas do Alto. Esse é o seu destino. Essa é a sua meta.

AUTOR: Padre Léo

FONTE: ... Livro “Buscando as coisas do Alto”

SEJA COMO O BAMBU... Ele verga mais não quebra...



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quarta-feira, 20 de julho de 2016

As Sete Raças-Raízes



Coloco para sua apreciação esse artigo em meu site, por entendê-lo como muito interessante para compreendermos um pouco mais sobre a vida nesse planeta. Ele foi escrito em 1962, pela Sociedade Teosófica Brasileira e após isso muita água rolou debaixo da ponte.

Apenas complementando então o artigo brilhantemente criado pela STB, quero acrescentar que hoje na verdade vivemos a sexta sub-raça, a penúltima da actual Quinta Raça-Raiz, a Raça Ária, a chamada Raça Azul, pelos sacerdotes dos templos iniciáticos e pela Grande Fraternidade Branca. Não que sua cor seja azul, mas pelo seu arquétipo. Esta sub-raça de arquétipo azul, que vibra na nota tonal fá, a nota chave do Planeta Terra, por essa razão irá entrar com ele em completa sintonia vibratória, será uma raça que viverá em completa harmonia com o planeta e propiciará o desenvolvimento do corpo mental concreto do espírito planetário. Isso resultará na independência da Terra da supervisão do Planeta Vénus, seu irmão maior, para que nas futuras Sexta e Sétima Raças-Raízes, o espírito planetário terreno, com todos os seus veículos desenvolvidos possam chegar a um dos Logos Planetários integrado com seu irmão maior, o Logos Solar.

Muita Luz!

Palermo (http://ruipaispensamentos.blogs.sapo.pt/46908.html)

Cadeias, Rondas e Sistemas – As Sete Raças

Artigo publicado no jornal Diário de São Paulo
Autor: SBE
Data: 18.02.1962

Parte I

"Desde os ensinamentos de Helena Petrovna Blavatsky sabemos que a Humanidade atual se situa na Quarta Cadeia, na Quarta Ronda, no Quarto Sistema Evolucional. É preciso ainda estarmos de pleno conhecimento que esses períodos de Cadeias, Rondas e Sistemas adotados pela Sabedoria Iniciática das Idades não abarcam exclusivamente as formas vivas que estamos acostumados a ver nos compêndios de Paleontologia. Essas divisões compreendem períodos imensamente maiores, atingindo épocas que somente agora a ciência começa a vislumbrar. Assim, tais formas, embora até hoje nem sequer suspeitadas pelos cientistas, não deixaram de constituir pegadas indeléveis no fantástico caminhar da Mônada. Há mais de sete lustros que o professor Henrique José de Souza, dirigente supremo da Sociedade Teosófica Brasileira (hoje SBE), através dos ensinamentos – verdadeiras revelações – vem procurando ministrar tais conhecimentos necessários à preparação da Humanidade para a Era de Aquárius, conhecimentos que a própria Helena Petrovna Blavatsky, notável autora de obras tão notáveis, não pôde em seu tempo divulgar, embora anunciasse a vinda de alguém no início do século XX, que teria o direito de fazer". (transcrito de trabalho publicado em "Dhâranâ", Órgão Oficial da Sociedade Teosófica Brasileira, nº 13 e 14, Janeiro a Junho de 1960).

O presente trabalho, por sua vez também calcado nos ensinamentos do nosso Venerável Mestre, tem por escopo reproduzir uma de suas magníficas lições, onde procuraremos abordar os fatos relacionados com as Sete Raças-Mães e respectivas Sub-Raças, agora que nos encontramos já na 5ª Sub-Raça da Quinta Raça-Mãe.

A 1ª Raça-Mãe, Etérica ou "Filhos da Ioga", sob a regência do planeta Sol, denominada Adâmica, pertenceu ao que os geólogos denominam de Era Primitiva (sistemas Arqueano e Algonquiano). Habitou o Jambu Dwipa, hoje calota polar norte, segundo a denominação dada pelos Puranas, livro sagrado da Índia. Descendeu dos Pitris Barishads ou Progenitores Lunares sob a égide de Netuno.
Não foi gerada fisicamente, mas formada pelo divino poder mental ou Kriya-Shakti, Filha dos deuses ou Elohim, enquanto mergulhados na meditação do Ioga, teria sido astral e traria o princípio espiritual Atmã, cego, como princípio interior, apresentando rudimentos do sentido auditivo e respondendo aos impactos do fogo. Sua aparência nada mais era do que formas (Bhutas) frustras, filamentosas, de cor prateada, sem sexo, formas quase protistas, que saíram do corpo sutil dos seus progenitores – os Elohim. Quase sem consciência, tanto podiam viver em pé, como caminhar, correr e voar. Assexuados, a reprodução, tal como nos protozoários, se fazia por cissiparidade (a princípio dividiam-se em duas partes iguais (metades). Mais tarde em partes desiguais, fazendo surgir descendentes menores que cresciam, por sua vez, e produziam, pelo mesmo processo outros descendentes).

A 2ª Raça-Mãe, a Hiperbórea, da Era Primária, regida pelo Planeta Júpiter, que se teria desenvolvido entre os sistemas Cambriano e Siluriano, correspondendo ao continente Plaska Dwipa dos arquivos ocultos, ocupou o norte da Ásia, a Groenlândia, o Spitzberg, uma parte da Suécia, da Noruega e das Ilhas Britânicas. Era descendente dos Progenitores Solares ou Pitris Agnisvatas, sob a influência de Urano e ainda gerada pelo mesmo processo da Raça anterior. Possuía corpo etérico e trazia o princípio Búdico ou Intuição ligado a Atmã, juntando o sentido do tato ao da audição, respondendo aos impactos do ar e do fogo. Como a que lhe antecedeu, eram formas mal definidas, filo-arborescentes, com reflexos brilhantes, ígneas, de cor avermelhada, com tonalidades douradas, insinuando aspectos ora animais, ora quase humanos. Reproduziram-se, a princípio, como na primeira raça, ou seja, por cissiparidade, conforme os protozoários, para, numa segunda fase, chamarem-se "nascidos do suor", com vaga manifestação dos dois sexos, donde o apelido de andróginos latentes. Observamos então que, quanto ao aspecto, os "espíritos da natureza" construíram a esse tempo, em torno dos "Chayas", moléculas mais densas de matéria, formando uma espécie de escama exterior. Desse modo, o "Chaya" exterior da 1ª Raça passou a ser o interior da 2ª, para não dizer o seu "duplo etérico" – algo assim como se disséssemos que uma roupa nova foi vestida por cima da velha... Tais Raças-Mães, pela peculiar constituição de seus indivíduos, não eram fossilizáveis. Assim, jamais a Ciência poderia descobrir qualquer vestígio de antepassado "pitecóide do homem primitivo", simplesmente porque este possuía apenas um corpo etérico-astral (Chaya), ou seja, sem esqueleto.

A 3ª Raça-Mãe, a Lemuriana, habitou o terceiro continente, Shalmali Dwipa, que os geólogos conhecem por Gondwana e a geologia situa entre as Eras Primária e Secundária e nos sistemas Devoniano, Carbonífero, Permiano, Triássico (apogeu da Lemúria), Jurássico e mesmo Cretáceo. Surgiu pela modificação ocorrida com a emersão da imensa cadeia do Himalaia. Mais ao sul, os continentes se elevam, para leste, ao lado do Ceilão, da Austrália até a Tasmânia e a Ilha de Páscoa; para oeste, até Madagascar. Uma parte da África emerge igualmente. Dos continentes precedentes, a Lemúria conserva a Suécia, a Noruega e a Sibéria. A Atmã e Budhi, princípios já desenvolvidos nas duas Raças-Mães anteriores, infundiu-se o mental (ou Manas), por mérito dos Pitris Kumaras ou Luciferinos. Alcançou-se um estado de consciência que responde aos impactos do ar, do fogo e da água, formando o sentido da visão, acrescentando aos da audição e do tato das duas Raças anteriores. Os órgãos visuais desenvolveram-se durante a evolução da Raça Lemuriana. No começo era um olho só, no meio da fronte; mais tarde se formaram os dois olhos, porém, estes somente foram utilizados na Sétima Sub-Raça (entretanto, apenas na 4ª Raça-Mãe, chamada Atlante, é que eles se tornaram o órgão normal da visão, processando lentamente a interiorização do "olho central". Este passou a constituir a chamada glândula pineal, cujas funções e secreções os próprios endocrinólogos ainda desconhecem). Possuíam tais seres, além daquele olho frontal, mais dois orifícios na face: um, correspondendo às narinas e outro relacionado com a boca. É sob a égide dos Planetas Vênus e Marte que a 3ª Raça-Mãe obtém o mental, com o conseqüente desenvolvimento do cérebro e, de modo geral, o sistema nervoso da vida de relação.

O desenvolvimento do cérebro fez surgir o raciocínio e, portanto, o sentimento de Ahankara ou de egoidade (eu sou), permitindo que a "alma grupo", produto do trabalho dos Pitris das Raças anteriores, se individualizasse, surgindo as idiossincrasias, os obstáculos de toda sorte à evolução de cada homem, aparecendo na Terra o Bem e o Mal.

Não possuíam intuição individual alguma: obedeciam estritamente e sem esforço a qualquer impulso provindo dos Reis Divinos, sob cujas ordens construíram "grandes cidades", monumentos e Templos Ciclópicos (seus fragmentos subsistem ainda na Ilha de Páscoa e em outros lugares do Globo). Durante a primeira e segunda Sub-Raças da 3ª Raça-Mãe ou Lemuriana, a linguagem consistiu, apenas, em gritos de dor e de prazer, de amor e ódio; na terceira Sub-Raça a linguagem tornou-se monossilábica. As formas humanas então existentes ainda se reproduziam como os "nascidos do suor", um dos três tipos principais de reprodução, igual aos das primeira e segunda Raças-Mães, nos seus primórdios; os sexos são, apenas na segunda Sub-Raça, desvendados e as criaturas nitidamente andróginas, tendo distintamente o tipo humano; posteriormente, como segundo tipo de reprodução, produziram-se hermafroditas bem desenvolvidos desde o nascimento e capazes de se moverem ao saírem do ovo. Suas formas serviram de veículos a uma Jerarquia de Seres, veladamente designados em muitas obras teosóficas como "Senhores de Vênus"... na verdade Barishads e Agnisvatas... por sua vez, veículos para a ação de Assuras e Kumaras... na transmissão do germe do "Mental Emocional" (Kama-Manas), do princípio já mencionado de egoidade (Ahankara) e (polarização de Prana) separação dos Sexos, sob a égide de Marte. Na 4ª Sub-Raça, um dos sexos começou a predominar sobre o outro e, pouco a pouco, começaram a sair do ovo, distintamente, machos e fêmeas; os filhos passaram a exigir mais cuidado e, nos fins desta Sub-Raça, eles já não podiam caminhar sozinhos ao sair do ovo.

Na fase seguinte, ou seja, num terceiro tipo de reprodução, continuam nascidos do ovo (5ª, 6ª e 7ª Sub-Raças), porém, pouco a pouco, o ovo é retido no seio materno; nas 6ª e 7ª Sub-Raças, a reprodução sexual se torna universal e a gestação se processa intra-uterina. As paixões sexuais tornaram-se poderosas depois da separação dos sexos: alguns Agnisvatas e Barishads (Pitris Solares e Lunares) foram atraídos por elementos de classe inferior (menos evoluídos), com os quais produziram tipos também de pouco valor. Daí, o primeiro conflito entre os Pitris que ficaram puros e submissos às Leis da Divina Jerarquia e os que cederam ao prazer dos gozos sexuais. Os mais puros emigraram, pouco a pouco, para o Norte; os corrompidos foram para o Sul, Leste e Oeste, aliando-se aos grosseiros elementais, tornando-se adoradores da matéria, lançando o germe da "queda Atlante" posterior, de cuja Raça foram os pais. As imagens destes gigantescos lemurianos foram mais tarde adoradas nas 4ª e 5ª Raças, como Deuses e Heróis... e disto encontram-se vestígios na mitologia de todos os povos, principalmente dos gregos. Os aborígenes da Austrália e da Tasmânia provêm da 7ª Sub-Raça Lemuriana; os malaios, papuas, hotentotes e dravídicos do sul da Índia surgiram de uma mistura desta última Sub-Raça com as primeiras Sub-Raças Atlantes. Todas as raças nitidamente negras possuem ascendência Lemuriana. No decorrer dos tempos, o Continente Lemuriano teve de suportar numerosos cataclismos, conseqüentes de erupções vulcânicas e tremores de terra; uma enorme depressão começou na Noruega e o antigo continente desapareceu durante algum tempo sob as águas. Tendo surgido há cerca de 18.000.000 (dezoito milhões) de anos no Siluriano da Era Primária, foi quase totalmente destruído por uma grande convulsão vulcânica, na Era Terciária, cerca de 700.000 anos antes do Eoceno, não restando senão alguns destroços como a Austrália, Madagascar e as Ilhas de Páscoa. Em pleno desenvolvimento da Raça Lemuriana produziu-se uma extraordinária mudança de clima, que fez desaparecer os últimos vestígios da 2ª Raça-Mãe (hiperbórea), assim como os representantes dos primeiros tipos da 3ª Raça-Mãe. Da Raça Lemuriana são as estátuas que se encontram na Ilha de Páscoa e cuja altura variando de 34 a 16 metros, causam a mais viva admiração a arqueólogos e geólogos. As grandes fendas ou aberturas que se notam ainda, nos ciclópicos de várias partes do mundo, explicam a afirmativa de que os "Lemurianos eram de estatura gigantesca". Tais fendas ou aberturas não são mais do que "portas e janelas" de suas "residências".

Parte II

Na apresentação da primeira parte deste artigo, tivemos ocasião de salientar tratar-se de simples repetição de ensinamentos ministrados em nosso colégio Iniciático pelo Venerável Professor Henrique José de Souza, Dirigente Supremo da SOCIEDADE TEOSÓFICA BRASILEIRA (hoje SBE), dos quais nos temos aproveitado para transmitir, aos prezados leitores, as Revelações cíclicas actuais, relacionadas com o trabalho que cumpre à nossa Pátria realizar, por ser a região que irá servir para a Nova Civilização, a Nova Humanidade, da Era de Aquário ou do Avatara Mitra-Deva.

Cumpre-se, então, a profecia daquela que foi denominada "Uma mártir do século XIX" e, na sua época, a detentora de conhecimentos que puderam ser transmitidos através das valorosas obras que publicou, destacando-se entre outras "Ísis sem véu" e "A Doutrina Secreta". Queremos referir-nos a Helena Petrovna Blavatsky, que à página 62 do Vol. I destas segunda obra ("Editorial Kler" – Argentina, 1957) vaticinou: "No século XX, algum discípulo melhor informado e com qualidades muito superiores, poderá ser enviado pelos Mestres da Sabedoria para dar provas definitivas e irrefutáveis de que existe uma Ciência chamada Gupta Vidya...". como a significar que mais uma volta seria dada na "Chave" dos conhecimentos do Sistema Esotérico.

Feito este intróito, damos prosseguimento ao trabalho sobre as SETE RAÇAS-MÃES, relatando o que mais se segue e ainda quanto à 3ª Raça ou Lemuriana que, como as anteriores e subsequentes, teve suas sete Sub-Raças.

Vemos, então, que "foi somente no decorrer desta terceira Raça que ocupou o vasto continente Lemuriano denominado de Shalmali, nas tradições esotéricas, e hoje desaparecido sob as águas do Pacífico, que a humanidade se apresentou mais densa e suas formas se aproximaram daquelas que hoje conhecemos". Isto porque, biologicamente falando, durante milhões de anos os organismos hermafroditas foram se aperfeiçoando, até chegar a uma fase em que os gametas (célula sexual, masculina ou feminina) não mais amadureciam simultaneamente no mesmo organismo. Com o decorrer dos milênios, um dos órgãos sexuais aborta por completo: o indivíduo passa a ser nitidamente masculino ou nitidamente feminino. Foi nos últimos dezoito milhões de anos, no Sistema Siluriano da Era Primária, conforme dissemos, que os Lêmures passaram a constituir uma raça dióica, isto é, com os sexos totalmente separados. Os homens eram de estatura descomunal (comparados com os das Raças que os sucederam), poderosos, pois necessitavam lutar contra animais gigantescos, afins com a evolução daquela época, cosmogônica e antropologicamente falando, como os megalossauros, pterodáctilos, diplodocos, dinossauros (répteis marinhos) etc.

A separação dos sexos, aliada à exacerbação dos sentidos, levou a humanidade a se desviar da Lei (aliás, segundo a Teosofia e o Ocultismo, os macacos antropóides são os últimos descendentes de cruzamento entre certa classe de homens inferiores e um tipo de animal parecido com a lontra, havido no fim desta 3ª Raça-Mãe, a Lemuriana).

Os cataclismos começaram, então, sua obra destruidora. Os fogos da terra e as estrelas do céus varreram do mundo o vasto continente, restando a Ilha Branca ou Paradêsa, descrita por Saint’Yves d’Alveydre, por Annie Besant e outros. Foi nela que se formou o primeiro núcleo da Grande Fraternidade Branca, também conhecida por Shuda Dharma Mandalam, como escudo defensor do mistério da Esfinge, cuja figura representa os quatro animais citados pelo grande vidente de Patmos, no Apocalipse, e que são: o Touro (ligado aos Barishads ou Progenitores Lunares); o Leão (relacionado com os Agnisvatas ou Progenitores Solares); a Águia (proveniente dos Assuras, da Cadeia de Saturno) e, finalmente, o Homem (expressando os Jivas, da Cadeia de Marte). Sendo ela, a Esfinge, andrógina, portanto, metade homem e metade mulher, representava também a quinta etapa a ser atingida, a do androginismo consciente.

A 4ª Raça-Mãe – Atlântida – surgiu após a destruição da Lemúria, quando o Sol deixara de brilhar sobre as cabeças da pequena fração que restou dos "nascidos do suor"; a duração da vida diminuiu e os homens passaram a conhecer a neve e a geada. A Atlântida ou Kusha Dwipa, das tradições dos Puranas (que em sânscrito significa literalmente "antigos", sendo legendas e narrações de sentido simbólico e alegórico, sobre os poderes e obras dos deuses) foi o Quarto Continente, a famosa Terra dos Butas ou dos Vermelhos, o País de Mu, que compreenderia a Índia, o Ceilão, a Birmânia e a Malásia ao sul; a oeste, a Pérsia, a Arábia, a Síria, a Abissínia, a bacia do Mediterrâneo, a Itália meridional e a Espanha.

Da Escócia e da Irlanda, então emersas, estendia-se, a oeste, sobre o que atualmente se denomina de Oceano Atlântico e a maior parte das duas Américas.

A Raça Atlante foi governada pela Lua e Saturno. A prática da Magia Negra, sobretudo entre os Toltecas, predominou em consequência do emprego ilícito dos "raios obscuros da Lua". A Saturno se deve, em parte, o enorme desenvolvimento do Mental Concreto que se manifestou nesta Raça, possuindo estado de consciência de nível Kama-Manas ("Kama", vocábulo do sânscrito, significa: mau desejo, lascívia, luxúria, concupiscência, apego à existência, tendo ainda o sentido de apetite, paixão e tudo o que se relacione com as coisas materiais da vida).

Nesta Raça desenvolveu-se o sentido gustativo. A linguagem era aglutinante nas 3ª, 4ª e 5ª Sub-Raças, tornando-se com o tempo, inflexiva, e assim passando à 5ª Raça-Mãe (Ária).

Das Sub-Raças desta 4ª Raça-Mãe podemos citar:

1) Romoahl povos pastores, que emigraram sob a direção dos Reis Divinos.

2) Tlavatli de cor amarela, civilização pacífica, sob a égide dos seus Instrutores e também dos Reis Divinos.

3) Toltecas de cor avermelhada (escura), belos, de estatura elevada, poderosa civilização e povo essencialmente guerreiro, civilizador e colonizador.

4) Turânios guerreiros e brutais, são designados nos antigos documentos hindus com o nome de Rakshasas.

5) Semitas povo turbulento e que deu nascimento (na 5ª Raça-Raiz) à raça judaica.

6) Acádios migradores, espalharam-se na bacia do Mediterrâneo, dando nascimento aos Pelasgos, Etruscos, Cartagineses e Citas (Seytas).

7) Mongóis procedentes dos Turânios, espalharam-se principalmente no norte da Ásia.

Uma grande parte dos habitantes da Terra é, ainda, vestígio dos Atlantes, compreendendo chineses, polinésios, húngaros, bascos e os índios das duas Américas.

A primeira catástrofe que sofreu a Atlântida, há 4 milhões de anos, despedaçou-a em sete grandes ilhas de tamanhos diversos, equiparáveis a sete continentes, trazendo para a superfície das águas a Escandinávia, grande parte da Europa meridional, o Egito, quase toda a África e parte da América do Norte, enquanto a Ásia setentrional afundava-se nas águas, separando, desse modo, a Atlântida da Terra Sagrada. Essa primeira catástrofe se deu nos meados do período Mioceno, ou seja, na Era Terciária, e uma das ilhas, verdadeiro continente por ser das maiores, compreendia o Norte da África até o Tirreno, o Iucatã e o Brasil, constituindo dilatado império, dividido em sete reinos, cada qual habitado por uma das sub-raças que a tradição designa pelos nomes já por nós mencionados, ou seja: Romoahl, Tlavatli, Toltecas, Turânios, Semitas, Acádios e Mongóis, as quais floresceram concomitantemente nos respectivos países, conforme se depreende dos textos bramânicos.

Tais reinos eram governados, respectivamente, pelos descendentes dos sete primitivos filhos de Posseidonis e tinham por capitais as duas famosas e riquíssimas cidades conhecidas como a "Cidade das Portas de Ouro" e a "Cidade dos Telhados Resplandescentes". Esta última, sede fulgurante construída pelos Toltecas e Turânios, comandava a região hoje correspondente ao planalto que se estende pelos confins do Amazonas e Mato Grosso e se liga ao planalto de Goiás (vide trabalho publicado no órgão oficial da Sociedade Teosófica Brasileira, a Revista "Dhâranâ", nº 13-14 de janeiro a junho de 1960, sob o título "Brasília – Capital da Era de Aquarius").

Uma segunda catástrofe que se deu há 200 mil anos, causou o desaparecimento das ilhas anteriores, restando da velha Atlântida apenas duas ilhas, uma setentrional denominada Ruta e outra meridional chamada Daitia. A América do Norte e a do Sul, ficaram separadas, o Egito submergido.

Uma terceira catástrofe ocorrida há mais de 75 mil anos fez desaparecer Daitia, ficando Ruta reduzida à Ilha de Posseidonis a que nos referimos, colocada no centro do Oceano Atlântico, transcrita por Platão no seu diálogo "Timeu e Crítias".

As demais terras do Globo tomaram mais ou menos as conformações que hoje lhes conhecemos, muito embora as ilhas Britânicas aparecessem ainda, ligadas à Europa, o mar Báltico não tivesse feito sua aparição e o deserto do Sahara continuasse um oceano.

Chegou finalmente o ano de 9564 antes de Cristo, o ano 6 do Kan e 11 Muluk do mês de Zac", segundo as expressões do Codex Troanus, escrito há 3.500 anos pelos Mayas do Yucatan, e, após tremendos tremores de terra que se prolongaram "até ao 13 Chuen" a Ilha Posseidonis, "o País de Mu foi sacrificado", desaparecendo para sempre no seio das águas, com seus 64.000.000 de habitantes. Esse Codex se acha atualmente no Museu Britânico e faz parte da magnífica coleção Le Plongeon.

Outro manuscrito pertencente aos arquivos de um antigo templo lamaísta, de Lhassa, em língua caldaica, conta que há 2.000 anos antes de Cristo, "a estrela Baal caiu no lugar onde hoje só existe mar e céu e as dez cidades, com suas portas de Oiro e Templos transparentes tremeram e estremeceram, como se fossem as folhas de uma árvore sacudidas pela tormenta. Eis que uma nuvem de fogo e fumo se elevou dos palácios. Os gritos de horror lançados pela multidão, enchiam o ar. Todos buscavam refúgio nos Templos, nas cidadelas e o sábio Mu, o grande sacerdote apresentando-se, lhes falou:

Não vos predisse eu todas essas coisas?
Os homens e as mulheres cobertos de pedras preciosas e custosas vestes clamaram:
Mu, salva-nos !...
Ao que Mu replicou:
Morrereis com vossos escravos, vossas riquezas e de vossas cinzas surgirão outros povos. Se eles, porém, vos imitarem, esquecendo-se de que devem ser superiores, não pelo que adquirirem, mas pelo que oferecerem, a mesma sorte lhes caberá. O mais que posso fazer é morrer juntamente convosco.

As chamas e o fumo afogaram as últimas palavras de Mu que, de braço estendido para o Ocidente, desapareceu nas profundezas do Oceano, com os 64 milhões de habitantes do imenso continente."

Que poderemos dizer dessas duas tão antigas tradições existentes em lugares tão diferentes como sejam: uma na América Central, proveniente da civilização "Maya", cujo manuscrito se acha hoje, como dissemos, no Museu de Londres, e a outra, no extremo Oriente, tendo como documento comprobatório o manuscrito guardado em Lhassa, Capital do Tibete?

Parte III

Após a destruição da Atlântida, conforme descrição feita no trabalho anterior e que agora damos sequência, teve nascimento a 5ª Raça-Mãe, a Ária, há um milhão de anos, quando o Manu Vaivásvata escolheu na Sub-Raça Semítica (Atlante) as sementes que deveriam servir para dar continuidade à evolução da Mônada, conduzindo-as à Terra Sagrada Imperecível.

Há perto de 850 mil anos uma primeira emigração atravessou os Himalaias, espalhando-se no norte da Índia, sob a regência de Buda-Mercúrio porque tinha por finalidade o desenvolvimento do intelecto (Manas).

A superfície do globo tendo passado por inúmeras transformações, emergiram, uma após outra, as partes dos nossos Continentes atuais que, por uma dessas "coincidências" interessantes são em número de cinco... tal como o número de ordem da Raça Ária, como 5ª Raça Raiz da presente Ronda.

Em linguagem oculta, estes Continentes têm o nome de Krauncha... que é também o nome de uma montanha do Himalaia.

Após a grande catástrofe há 200 mil anos e que deixou isolada a Ilha de Posseidonis no meio do Atlântico, os cinco continentes atuais tomaram a forma que até hoje possuem. No decorrer dos tempos, nossos Continentes serão destruídos por tremores de terra, fogos vulcânicos e inundações, como outrora o foram a Lemúria e a Atlântida, já que a água e o fogo são os dois elementos destruidores, para não dizer, transformadores (e até purificadores) do nosso Planeta.

Tendo como estado de consciência "Manas" (Mental Superior), está nesta 5ª Raça-Mãe se processando o desenvolvimento do sentido olfativo, beneficiando-se, destarte, dos cinco sentidos.

A primeira Sub-Raça desta 5ª Raça-Raiz foi a Ário-hindu, que se estabeleceu há 850 mil anos ao norte da Índia. A sua religião foi o hinduísmo primitivo: Leis do Manu, Manava Dharma Shasta, Leis de Castas.

A segunda, Ário-Semítica ou Caldáica, atravessando o Afeganistão espalhou-se pelas planícies do Eufrates e na Síria. A sua religião foi o Sabeísmo.

Irânica foi a terceira Sub-Raça, conduzida pelo primeiro Zoroastro, estabeleceu-se na Pérsia e daí para a Arábia e o Egito, com o culto do "Fogo" e da "Pureza", sendo que a alquimia predominou nessa Sub-Raça.

A quarta foi a Céltica, conduzida por Orfeu, espalhando-se pela Grécia, Itália, França, Irlanda e Escócia. Distinguiu-se em todas as linhas artísticas.

A quinta, a Teutônica, emigrou da Europa Central, disseminando-se por todas as partes do mundo contemporâneo.

E as 6ª e 7ª Sub-Raças? De acordo com os ensinamentos ministrados em nosso Colégio Iniciático, caberá a este Continente – especialmente o Brasil – ser a região onde se processará o desenvolvimento que possibilitará à humanidade atingir o estado de consciência na escala evolucional. Neste sentido vem a STB (hoje SBE) trabalhando, pouco importa a distância que ainda esteja de nossos dias o fim daquelas duas últimas Sub-Raças, isto é, as 6ª e 7ª.

Devemos esclarecer que já existem Seres trabalhando na face da Terra para coisa mais longínqua ainda que é o futuro Sistema. As Sub-Raças finais, de todas as Raças-Mães, se sucedem quase... e quanto mais para o fim da Ronda, tal fenômeno se fará com maior rapidez, por isso mesmo, interpenetrando-se umas nas outras, a partir do seu número de ordem.

E como a Raça atual ou Ária (no momento vivendo o ramo ou família final de sua 5ª Sub-Raça) seja a 5ª Raça-Raiz, como se viu, faltam ainda duas Raças-Raízes – a 6ª e a 7ª, cada uma delas com as respectivas sete Sub-Raças – para completar a presente Ronda.

A 6ª Raça-Raiz desenvolverá o Princípio Búdico (ou da Intuição) que se ligará ao de Manas já existente e em pleno desenvolvimento na 5ª atual (Ária) e a 7ª realizará o Princípio Átmico, ligado aos dois anteriores (Búdico-Manas), por isso mesmo realizando a vitória da Tríade Superior na matéria.
  
Como se viu, as três primeiras Raças-Raízes (Mães) tiveram esses mesmos "estados de consciência, mas no sentido involutivo" ou da descida do Espírito (Purusha) na Matéria (Prakriti), isto é, Atmã, Budi e Manas. Depois da "Equilibrante" (onde funcionou o intermediário, isto é, o Mental Inferior ou Kama-Manas), ou seja, a Atlante, a ordem foi inversa: Manas (da atual ou 5ª), Budi (para a 6ª) e Atmã (para a 7ª); e isso de acordo com os "arcos ascendentes e descendentes" da evolução: os chamados Períodos de Pravritti-Marga e Nivritti-Marga.

É provável que os Continentes dessas duas Raças finalizantes da Ronda sejam os mesmos da Lemúria e Atlântida, porém em tal época, completamente redimidos do mau Karma de seu longínquo passado. Segundo as tradições purânicas, seus nomes ocultos são: Shaka, para o 6º Continente, cujo significado é "Força e Poder" e Puskara para o 7º Continente, que significa "Loto", algo assim como se quisessem dizer que em tal época a humanidade atingirá o "Loto de Mil Pétalas", ou seja, o mais elevado grau de consciência que se pode alcançar na Terra: o Sétimo.

Fonte: http://www.eubiose.com/petro/index.htm


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terça-feira, 19 de julho de 2016

Joãozinho e o Ouriço-Cacheiro


Joãozinho, como sempre, ia para a escola seguindo a estrada da aldeia.

Ia distraído, aos pontapés às pedrinhas que encontrava no caminho, até que ouviu uma voz fininha:

-Vê lá se tens cuidado com isso, quase que me acertas num olho! – Joãozinho olhou à direita e à esquerda, deu uma volta completa sobre si próprio e não viu vivalma…

-Como se já não fosse perigoso atravessar a estrada, ainda por cima nos atiram pedras! – resmungou de novo a voz fininha.

Desta vez Joãozinho olhou para a estrada e viu um pequeno Ouriço a atravessar a estrada muito afadigado com uma trouxinha às costas.

-Onde vais tu? – perguntou Joãozinho muito espantado.

- Vou mudar de casa e de emprego! – respondeu o Ouriço.

- De emprego? Qual é o teu ofício? – perguntou Joãozinho cada vez mais espantado.

- Devias saber que eu sou ajudante de jardineiro! - respondeu o Ouriço um pouco melindrado.

-Ãh?! És muito pequeno para isso…O que fazes exatamente? – disse Joãozinho intrigado.

- Hum…Sabes aqueles bichinhos que atacam as hortas? As lesmas, os caracóis, as lagartas e os insectos? Eu como-os todos! – disse o Ouriço muito orgulhoso.

Joãozinho reflectiu, ele era filho e neto de agricultores e às vezes ajudava nas hortas, já tinha visto Ouriços na horta da avó, mas nunca tinha pensado muito nisso…no campo viam-se tantos animais diferentes…

- Meu menino – continuou o Ouriço – se não fosse eu e a minha família toda, as hortas eram todas comidas pelas lagartas e caracóis e tu nunca podias comer uma couve!

- Eu estou a reparar que tu vens daquele campo ali, esse terreno é do meu pai. Porquê te vais embora? Alguém te fez mal? – perguntou Joãozinho, algo preocupado, apontando para o campo à sua esquerda.

- Eu sou o último da família a partir, nós já não temos comida ali, as lagartas e os caracóis desapareceram e ultimamente tenho-me sentido muito mal com os insectos que tenho comido… - explicou o Ouriço desanimado.

- Disseram-me que deste lado da estrada existem umas lagartas gordas e venho ver se é verdade! – disse o Ouriço lambendo os beiços.

- Boa sorte! – disse o Joãozinho e seguiu para a escola já um pouco atrasado.

O nosso Joãozinho era um bom menino e gostava de animais, além disso era muito inteligente, pensava nas coisas e gostava de saber mais.

Resolveu falar com a professora e perguntar-lhe sobre os ouriços.

A professora sorriu e explicou-lhe que o uso dos químicos estava a matar todos os pequenos animais que “auxiliam” nas hortas. Era até mais grave porque afectava a saúde dos animais maiores como as vacas e até das pessoas.

A professora resolveu dar uma aula sobre o assunto e convidar algumas pessoas que tinham hortas biológicas, em que não usavam químicos, para falarem com as crianças.

As crianças, por sua vez, falaram com os pais e estes resolveram passar a usar métodos naturais de lidarem com as pragas agrícolas.

E Sr. Ouriço voltou ao terreno do Joãozinho, de armas e bagagens, constituiu família e viveram todos muito felizes durante muitos anos.

                                              ***




Ouriço-Cacheiro no conhecimento xamânico

Nas lendas, o ouriço-cacheiro ou porco-espinho exibe muitas qualidades das quais a principal é o poder da fé e da crença, ou seja, a capacidade de mover montanhas, de acreditar numa força maior, que nos faz fluir com os movimentos de nossa vida, e confiar que só o que for melhor para nosso crescimento virá ao nosso encontro. , confiança, inspiração para realizações, dentro da sua Essência.

                                          ***
Eu, de facto, há muitos anos atrás, encontrei um ouriço, com muito má cor, a atravessar uma estrada e imaginei que fosse algo semelhante como o que aconteceu ao Sr. Ouriço. 

Paz e Amor
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A Greve dos Animais


Era uma vez…um crocodilo chamado Têtê que vive numa floresta com muitos animais diferentes.

Vocês podem pensar:

-Que disparate! Toda a gente sabe que os crocodilos vivem nos rios, não nas florestas!

Mas, esta floresta fica entre o rio e o mar e este crocodilo até tem uma amiga que é um golfinho fêmea, chamada Zizi. Eles gostam de conversar e, todos os dias se encontram na margem do rio ao fim da tarde, para contar os últimos mexericos um ao outro.

Um dia Zizi, que esperava o seu amigo ia observando o pôr-do-sol. Estava tão distraída que se assustou, dando um saltinho quando alguma coisa a picou.

-Será um peixe? – pensou Zizi voltando-se graciosamente.

Esta volta foi fatal para ela porque se enredou numa rede. Zizi tentou libertar-se mas quanto mais se debatia mais presa ficava.

Felizmente o seu amigo crocodilo, chegou nessa altura e cortou a rede com os seus dentes afiados.

Passado algum tempo e deixando a sua amiga recompor-se do susto, o crocodilo disse:

-Sabes de quem é a culpa disto tudo? É do Homem. Hoje, cheguei atrasado porque me chamaram para ir soltar o nosso amigo Ouriço na floresta. Ele estava preso numa armadilha e, tu sabes bem quem usa coisas dessas.

                 

Os animais da floresta eram todos amigos do nosso crocodilo porque ele ajudava a todos.

- Ah, disse Zizi, isto agora acontece todos os dias, ontem foi a vez da raposa!

- E ontem apareceram aqueles animais que falam muito alto…como se chamam? - perguntou Têtê.

- Eles não falam… ladram e uivam à noite, são os cães…, explicou Zizi.

- Pois é, mas, eles assustam as crias dos patos no lago, os coelhinhos da dona Coelha…é uma confusão! - queixou-se Têtê.

- Mas eu não compreendo…de onde vieram todos eles? – perguntou Zizi.

Têtê inchou o peito de ar, ele sabia sempre “tudo” e explicou:

- São os homens que os trazem até aqui de carro, a dona Passarinho contou-me, ela viu.

-Mas, eu não percebo …, replicou Zizi abanando a cabeça, porque os deixam ficar e se vão embora?

Têtê baixou a cabeça e disse que isso não sabia. Só sabia que o rei da floresta tinha convocado todos os animais para uma reunião de urgência hoje à noite.

                 

Nessa mesma noite, debaixo de um céu estrelado e de uma lua muito brilhante em forma de foice…

 O rei da floresta, que mais não era senão o Ouriço-cacheiro que por ser muito pequeno e para todos os animais o verem, estava em cima duma rocha, à beira do lago.

À medida que os animais iam chegando, reuniam-se à volta da rocha e esperavam. Os últimos a chegar foram os peixes e os golfinhos.

Enquanto o chefe dos golfinhos explicava que tinham tido outra reunião, para tomar medidas preventivas sobre as redes que apareciam no mar, estavam todos muito atentos e não repararam nos vultos silenciosos e cabisbaixos que se acercaram para escutar.

O Ouriço tomou a palavra e disse:

- Queridos amigos, chamei-vos aqui para decidirmos o que fazer. A nossa floresta está cheia de lixo, o nosso rio também e para cúmulo agora temos estes seres estranhos que assustam as nossas crias e fazem tanto barulho de noite. Já reparámos que eles são parecidos com o Lobo - o rei da floresta dirigiu-se ao Lobo interrogativamente – algum parente distante talvez…

                   

-Não que eu saiba… - respondeu orgulhosamente o Lobo.

Os outros animais insistiram numa grande algazarra que o Lobo fosse falar com os cães. Por fim, este acedeu e ficou combinado que no dia seguinte, o Lobo iria para perto da estrada, no fim da floresta e se visse os cães falaria com eles.

Antes que o rei Ouriço pensasse em mandar os seus amigos para casa, dando por finda a reunião ouviram-se uns ganidos tímidos. Todos os animais se viraram e viram pela primeira vez os vultos dos cães recortando-se no céu estrelado. Um murmúrio de susto percorreu a floresta.

- Não tenham medo de nós…estávamos a ouvir…não sabíamos que tínhamos causado tantos problemas. – disse um dos cães que era mais velho e sábio.

Os animais da floresta olharam todos para o Ouriço, este recompondo-se rapidamente falou:

- Ainda bem que estão aí…não nos querem explicar o que se passa? Vocês não são animais da floresta…o que fazem aqui?

- Eu…eu…fui deixado aqui pelo meu dono…mas deve ter sido engano…estou só à espera que ele me venha buscar. – disse um cãozinho muito novo, nervosamente.

- Coitadinho…és tão inocente…quantas vezes te preciso de dizer que isso nunca vai acontecer. Eu fui abandonado no meio da minha cidade e desde então tenho falado com os outros cães que também foram abandonados…Vim aqui parar, fugindo dos maus-tratos dos humanos. 

Os animais da floresta olharam uns para os outros e abanaram a cabeça…eles, às vezes, já tinham visto humanos ao longe, acompanhados de cães. Nessas alturas todos se escondiam nas tocas ou nos ramos altos das árvores, conforme as possibilidades, e ficavam muito quietos. Agora isto de os humanos serem donos dos cães e tratarem-nos mal, estava além da sua compreensão.

O rei ouriço tossiu aclarando a voz e disse:

- Vocês podiam esclarecer porque os humanos sujam a floresta o rio e o mar?

                           Resultado de imagem para cão na floresta

O cão mais velho abanou a cabeça e respondeu:

- Não sei mas, posso dizer-te que as cidades deles também são sujas. Algumas vezes vim aqui com o meu dono e ele deixava sempre ficar coisas…latas, sacos e cadeiras velhas. Eu nessa altura não pensava nisso mas agora que falas…

Entretanto, Zizi e Têtê ouviam toda esta conversa muito espantados. Têtê ficou muito nervoso e pediu permissão ao rei para falar:

- Devíamos dar uma lição a esses humanos, não está certo…eles destroem tudo!

Todos os animais aprovaram em grande algazarra. Então o Lobo falou calmamente:

- Está tudo muito bem …mas o que podemos fazer? Pois é, – insistiu o Lobo – nós não somos como os cães, os gatos e até as ovelhas que vivem com o Homem.

Então o cão velho disse:

- Mas eu posso ir até à cidade e falar com os outros animais e …fazemos greve…pronto!

- Greve? – perguntou Zizi timidamente.

- Sim, boa ideia! – disse o crocodilo Têtê, que não sabia o que era greve mas, era todo por novas ideias.

E foi assim que todos os animais da floresta e os cães abandonados resolveram fazer greve mesmo sem saberem o que era.

              

A dona Passarinho e o senhor Passarinho também se ofereceram para ir à cidade, a Dona Formiga e até o Caracol, o Sapo foi saltitando e a dona Pata mancando com a filharada toda a trás.

Era um estranho cortejo mas os humanos estavam tão atarefados, como sempre aliás, que nem repararam nos ajuntamentos de animais e nas reuniões secretas durante a noite. Na verdade foi uma coisa nunca vista, a família Passarinho falava com a família da dona Gata, decidiram qualquer coisa e depois separaram-se muito felizes.

                  

Passado uns dias o agricultor reparou que os seus bois não puxavam a carroça, as suas vacas não davam leite, as galinhas não punham ovos e pior que isso havia imensos ratos a passear pelo campo e pela cidade pois os gatos não os caçavam. A cidade ficou um caos, os ladrões andavam à vontade porque os cães não ligavam nenhuma. Os passarinhos não cantavam de manhã e as pessoas andavam deprimidas. Mas, continuavam a fazer as mesmas coisas, vivendo atarefadas e correndo sempre de casa para o trabalho.

Foi no meio desta confusão que, a Zizi salvou um menino, que andava a praticar surf, de se afogar. Este menino tinha uma alma pura e sabia falar com os animais, agradeceu-lhe em língua de golfinho no mais puro estilo.

Zizi admirou-se com isto e estava a contar ao seu amigo Crocodilo, quando Têtê gritou, pois acabara de ter uma ideia crocodiliana:

- E se o teu amigo, o menino surfista, fosse o intermediário entre os humanos e os animais? hã ?hã?

Zizi ainda estava a pensar o que seria “intermediário” quando apareceu o Ouriço que vinha pedir um favor ao Crocodilo. O Ouriço tinha escutado tudo e pediu à Zizi para ela trazer o menino no dia seguinte à mesma hora.

                         

No dia seguinte ao pôr-do-sol, Zizi chegou pontualmente com o menino surfista pendurado no seu dorso. O rei Ouriço e o crocodilo Têtê já estavam à espera. Explicaram ao menino a situação e perguntaram-lhe se ele podia ajudar.

- Não adianta falar com os adultos, disse o menino, são poucos os que podem compreender e mudar. Mas, com as crianças é diferente. Prometo trazer todos os meus amigos e se eles concordarem, faremos tudo mudar.

E é assim que os animais e os homens passaram a viver lado a lado em perfeita harmonia e companheirismo. 
E a Terra finalmente ficou limpa e em Paz.

                                 ***
Este conto foi escrito para os meus alunos do 8º ano, em 2007/2008. Com ele fizeram um teatro de marionetas, actividade inserida num projecto de solidariedade para com os animais abandonados. :)

Paz e Amor
Curadora64

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