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quinta-feira, 11 de maio de 2017

Alguns ensinamentos de Omraam Mikhaël Aïvanhov sobre o Sol



O Sol na vida quotidiana

Não existe nenhum caso, em todos os domínios da vida, que o SOL não possa resolver. ..”HÁ QUE CHAMAR O SOL”.

Desejais uma filosofia muito profunda, mas procurai-la nos livros e por isso continuais a viver nas incertezas. Não chamais o Sol. 

Ora, há que chamá-lo, dizer-lhe: “Oh meu SOL, vem ajudar-me, que interiormente tenho sido bastante palerma.” E Ele virá, lançará sobre vós uma luz e tudo se esclarecerá.

Quando algo vos estorva – um pensamento, um desejo ou qualquer outra coisa -, acendei dentro de vós, por toda a parte, uma “lâmpada”, e dizei: “ SOL meu, vem socorrer-me, há por aqui ladrões.” Quando uma pessoa tem o Sol em Si, vibra ; não se vê mas sente-se…o bem, a honestidade, etc.., são outros termo para dizer o que acabo de explicar-vos.

Se fordes uma mulher e andardes na rua, pedi ao SOL para vos acompanhar, para vos preservar dos perigos; Ele virá iluminar-vos, proteger-vos.

Eis um exercício que se pode fazer quando se anda na rua, por exemplo; tendes medo de que alguém vos persiga de noite: chamai o SOL; Ele virá, acompanhar-vos-á, e vereis que todos os malfeitores terão medo. Os espíritos que acompanham os criminosos sentirão o SOL, não os próprios criminosos.

E quando ides visitar alguém, em vez de começar a enviar-lhe, à distancia, pensamentos negativos, enviai-lhe o sol, convidai o sol a ir visitar essa pessoa antes de vós.

Como podereis vós convidar o sol a “tomar” o pequeno almoço convosco? Pois preparai tudo o que é necessário e pensai que ele irá.

Ele nasce, ergue-se como rei do mundo, e vereis que ao comer sentireis a sua presença sob a forma de alegria e de leveza.

Se tiverdes reumatismo, ou uma ferida, ou escrófulas, hipocondria, etc. há que expor-se ao Sol, conscientemente, falando-lhe, e o Sol porá um bálsamo nas feridas, depois um penso, isto é, a crosta sob a qual o mal se cura. O Sol porá até um bálsamo nas feridas, depois um penso, isto é, a crosta sob o qual se cura. O Sol fará até uma operação se for necessário. Se tiverdes um tumor que esteja a minar-vos, o Sol dissolvê-lo-á. Ele é o GRANDE MEDICO UNIVERSAL… não existe maior cirurgião do que o SOL: Ele Sara e Cura. CHAMAI-O!

Mas também pode ser perigoso, pelo que há que saber expor-se aos seus raios. Podemos expor-nos completamente nus, mas protegendo sempre a cabeça. E mais vale, ainda, envergar uma roupa muito leve ou feita de folhas, sob a qual se transpire; para tomar um banho de sol desta natureza há que escolher um local que esteja ao abrigo do frio, do vento e das correntes de ar. Por outro lado, as horas favoráveis são as da manhã, antes das 11 horas (para o banho do Sol).

O Sol na vida familiar e colectiva

De igual modo, uma família pode formar um Sol no seu centro e, assim, será como se houvesse uma poderosa lâmpada ao centro das diferentes partes da casa. 

Portanto, a primeira coisa a fazer é instalar um pequeno Sol no seio da família, para que ela seja iluminada. Para tal utiliza-se o pensamento. Imagina-se que no centro da família existe uma luz que ilumina dia e noite. Cabe à mãe instalar este Sol, porque ela sabe fazê-lo, ao passo que os outros o ignoram. No entanto, por vezes, é o pai que estará preparado nesta matéria.

Se, numa família, uma mulher que anda sempre em disputas com o marido chama os amigos para estes a apoiarem, pode dar-se o caso de os seus amigos acharem que o marido é melhor do que ela.Mas se, pelo contrário, a mulher chama o Sol, o marido acha-la-à encantadora e tão bela que se interrogará acerca do motivo por que ainda não tinha reparado nisso.

Quando no seio da família surgem as querelas e as dificuldades, por razão não se chama o SOL? Porque é que não se instala o Sol no Centro da Família? Em seguida, tudo deslizará sobre rodas, toadas as dificuldades desaparecerão, porque o Sol impede os ladrões de entrar. 

Portanto, para barrar o caminho dos ladrões, há que instalar uma “lâmpada”, há que instalar a Luz: O SOL.

E deve-se fazer o mesmo em relação à sociedade. Instalar um Sol no seio de uma aldeia, uma vila, de uma cidade, de um país, de uma raça…e de toda a Humanidade.

Todas as pessoas podem fazer este exercício de concentração no Sol luminoso que espalha a luz por todo o mundo e situá-lo, através do pensamento, onde houver necessidade.

O Sol no trabalho individual e de grupo 

Naquilo que nos diz respeito, basta-nos iluminar a nossa família interior, a nossa própria humanidade; assim como devemos fazê-lo relativamente à família exterior, do mesmo modo se deve proceder em relação à família interior dentro de nós próprios.

Fazei o exercício que consiste em instalar e acender lâmpadas dentro de vós, por toda a parte. Quando algo vos estorva – um pensamento, um desejo ou qualquer outra coisa – acendei lâmpadas por toda a parte. Dizei: “O SOL meu vem socorrer-me, há por aqui ladrões.”

Quando se está reunido em grupo, pode-se formar a imagem de um Sol no centro do grupo. Quando conseguirdes ver o Sol no centro do vosso grupo, quando conseguirdes fazer este trabalho com muita força, podeis fazer um outro que consiste no seguinte: se alguém está doente, colocai a pessoa no meio do grupo e formai a imagem do Sol..veres os efeitos que produz.

Pode-se, até, imaginar que o Sol se encontra quer na cabeça, quer no peito, e manter a imagem irradiante do Sol nesse locais. Deste modo, seja qual for a circunstância, podemos passear o Sol em nós.

Se, devido ao facto de se viver num local sombrio, ou por qualquer outra razão, não se puder ver e respirar o Sol ou se não se puder ir assistir ao nascer do sol, podemos pensar no SOL, na sua Luz, e imaginar as diferentes cores do espectro, mergulhar nelas, impregnar-nos delas. Isso basta para quem não puder ver fisicamente a luz.

Aliás, devemos pensar no Sol com muita frequência, pensar nas suas cores, pensar no seu nascer. Imaginai o astro surgindo no horizonte, vermelho, depois laranja, num grande esplendor. Trata-se de um exercício importante que pode substituir o nascer do Sol físico para quem não possa ir lá assistir, se essas pessoas souberem concentrar-se com força. Para os verdadeiros discípulos, existem sempre meios.

O nascer do sol e o despertar da consciência 

« Vós ides meditar de manhã ao nascer do sol, mas este exercício não vos trará grande coisa se não vos preparardes para ele logo desde a véspera. E, sobretudo, quando começais a caminhar para ir ao encontro da aurora deveis ter bem presente na vossa cabeça e no vosso coração a convicção de que ides não só assistir, mas também participar nesse acontecimento formidável que ocorre no Universo.

O que há de mais belo e mais essencial do que o nascimento do dia?

Vós direis que a vossa presença não mudará nada nisso, pois o sol nascerá quer estejais lá, quer não. É certo, o sol não precisa de vós para nascer.

Mas para vós é que é importante, pois existe uma relação entre os acontecimentos da Natureza e os da vossa vida interior. Quando souberdes como olhar o sol nascente, no instante em que surge o primeiro raio sentireis todas as forças puras e luminosas que entram em acção e compreendereis como é importante trabalhar com elas para que o dia nasça também na vossa consciência. »


O nascer do sol, fonte de alimentação 

« Está escrito no ZendAvesta que, quando Zaratustra perguntou ao deus Ahura Mazda como se alimentava o primeiro homem, este respondeu-lhe:

"Ele comia fogo e bebia luz."

Então, porque é que também nós não havemos de aprender a comer fogo e a beber luz para voltarmos à perfeição do primeiro homem?

Vós direis que isso não é possível. Sim, é possível.

Vós estais ao nascer do sol: esperais pelo primeiro raio permanecendo vigilantes, atentos... Assim que esse primeiro raio aparece, pensai que o absorveis, que o engolis. Em vez de apenas olhardes para o sol, vós bebei-lo, comei-lo, e imaginais que essa luz que é viva se propaga em todas as células dos vossos órgãos e as purifica, as reforça, as vivifica. Não só este exercício vos ajuda a concentrardes-vos, mas também vós sentis todo o vosso ser estremecer e iluminar-se, porque vós conseguis absorver verdadeiramente a luz.... »
*
« Na Grécia chamam-lhe a ambrósia, na Índia o soma, os alquimistas chamam-lhe o elixir da vida imortal... Todas as culturas mencionaram a existência de uma bebida de imortalidade e dizem como prepará-la.

Na realidade, essa bebida existe na Natureza, mas, evidentemente, não é em qualquer lugar, ela só pode ser encontrada nas regiões mais subtis, mais puras, e em certos momentos particulares, como o nascer do sol.

O nascer do sol é o momento mais favorável do dia para beber essa ambrósia que o sol distribui por todo o Universo e cujas partículas são recolhidas por todas as criaturas vivas, pelos rochedos, pelas plantas, pelos animais e pelos os humanos. A verdadeira bebida da imortalidade é a luz, e ao nascer do sol vós podeis captar essa luz para com ela alimentar os vossos corpos subtis. »
*
« Na mitologia, a Fénix é a ave da Arábia que, periodicamente, se colocava numa fogueira de plantas aromáticas, lançava fogo a ela própria, se consumia e depois renascia das suas cinzas. Por isso é que ela se tornou o símbolo dos seres mais evoluídos que, conhecendo as leis da vida imortal, são capazes de se renovar incessantemente. Esses seres tomaram como modelo o sol.

Todos aqueles que aspiram à vida imortal, que é a verdadeira vida espiritual e não um prolongamento sem fim da vida física, devem ir junto do sol. Só o sol pode ensinar-lhes quais são os elementos que dão a imortalidade e que trabalho se pode fazer com eles. Esses elementos são três: a luz, o calor e a vida. O sol não pára de distribui-los através do espaço como expressão da luz, do calor e da vida divinos.

No dia em que compreenderdes esta verdade e vos preparardes para assistir ao nascer do sol como um acontecimento que ultrapassa todos os outros bebereis o sol, alimentar-vos-eis do sol e tornar-vos-eis imortais, porque sabereis renovar-vos. »

O Sol, Espírito vivente 

« Vós dizeis que amais o sol, que necessitais dele. Mas quando é que ides vê-lo e expor-vos aos seus raios?...

É de manhã cedo, quando ele nasce, que podeis descobrir o sol em todo o seu esplendor, em todo o seu significado.

Para assistirdes ao nascer do sol nas melhores condições, pensai em preparar-vos na véspera: fazer uma refeição ligeira, ir para a cama cedo, mas também não vos envolverdes em ocupações ou discussões que continuarão a perseguir-vos no dia seguinte mesmo sem quererdes.

Quando souberdes olhar o sol com um pensamento liberto, livre, sentireis que entrais em contacto com ele, com o seu espírito, e que absorveis os seus raios como outros tantos germes de vida. Quando começardes a respirar e a beber a vida do sol, tudo muda: a vossa alma abre-se, uma fonte jorra, vós impregnais-vos do esplendor da aurora. Algo da pura luz na qual vos banhais penetra-vos pouco a pouco e vós desejais espalhar por toda a parte essas bênçãos para que todos os seres experimentem essa mesma felicidade. »

«O sol projecta partículas de uma grande pureza por todo o espaço. E se vós souberdes como concentrar-vos nele, conseguireis eliminar do vosso organismo toda a espécie de matérias já gastas para as substituir por essas partículas novas, vivas, luminosas.

Eis um exercício extremamente útil que podeis fazer de manhã quando meditais no nascer do sol: com todo o vosso coração, toda a vossa alma, tentai captar essas partículas divinas e colocá-las em vós; deste modo, pouco a pouco renovareis a matéria do vosso ser, pensareis e agireis como um filho de Deus, graças ao sol.»

«Tudo está no Sol: a saúde, a riqueza e a felicidade da humanidade.»

«O sol é a imagem mais perfeita de Deus. Mas, apesar desta perfeição, ele é só uma forma, e é preciso ir mais longe para procurar Deus além dessa forma. Deus deve sempre ser procurado para além das formas. Sendo assim, ao olhar o sol, esforçai-vos por sentir que estais perante o melhor representante de Deus que tendes na face da terra. Esta sensação contribuirá para elevar todas as vibrações do vosso ser. Todos os elementos, em vós, serão exaltados, sereis projectados para as regiões superiores do espaço e mesmo a noção de tempo será abolida. Vivereis na eternidade, como Deus. »

«Quando olhais o sol, centro do nosso sistema solar, procurai reencontrar o centro em vós, o vosso espírito, que é omnipotência, sabedoria, omnisciência, amor universal, e aproximai-vos dele em cada dia. Enquanto permanecerdes separados do centro, sereis sempre atirados de um lado para o outro como uma bola, estareis à mercê das correntes mais desordenadas e contraditórias. Vós dir-me-eis, evidentemente, que as tarefas da vida quotidiana vos obrigam a deixar o centro para prosseguir as vossas actividades na periferia. Sim, há que afastar-se do centro, uma vez que é necessário, mas isso não significa que se deve cortar a ligação com ele. Pelo contrário, quanto mais actividades se tem no mundo (a periferia), mais se deve reforçar a ligação com o centro, com o Espírito, pois é deste centro que nós recebemos a energia, a luz e a paz de que necessitamos para levar a bom porto todos os nossos empreendimentos. »

O discípulo da Fraternidade Branca Universal não pode ter horizontes estreitos, não pode ficar limitado, deve desenvolver-se em todos os domínios. Deve agir com um desinteresse absoluto: eis o Karma-yoga. Deve procurar Deus, amá-lo e adorá-lo: eis o Bhakti-yoga. Deve meditar, deve concentrar-se para conseguir dominar-se e governar o imenso povo que são as suas células- é o Radja-yoga. 

Quando está sentado em meditação ou executa os movimentos da nossa ginástica ou os da paneuritmia, isso é, se quisermos, Hatha-yoga! ele projecta luz e cores, rodeia-se de uma aura luminosa: eis o Kriya-yoga. Concentra-se no fogo e dá-lhe a possibilidade de queimar todas as impurezas que nele existem - é o Agni-yoga. Procura incessantemente ser ''mestre do seu verbo'', quer dizer, não pronunciar palavras negativas que podem introduzir a dúvida ou o desalento nos outros, e, pelo contrário, faz esforços para se tornar um creador da nova vida: eis o Shabda-yoga. 

Finalmente, concentra-se no Sol, ama-o, procura-o, considera-o como uma porta aberta para o Céu, como a manifestação do Cristo, o representante de Deus, e isso é o Surya-yoga. O discípulo que o pratica não rejeita nenhum dos outros yogas, pelo contrário, e torna-se um ser completo, vive na plenitude.

Esta parte de nós mesmos , esta entidade que habita no Sol, é o nosso Eu Superior. O nosso Eu Superior não habita no nosso corpo físico, senão ele realizaria aí prodígios. Somente de tempos a tempos vem tomar contacto com nosso cérebro, mas como este não está ainda preparado para pôr-se em uníssono com ele, nem tão pouco para suportar as suas vibrações, o Eu Superior não pode manifestar-se. O Eu Superior trabalha o cérebro, e no dia em que este estiver capaz de abrigá-lo, ele instalar-se-á no homem.

O nosso Eu Superior é o próprio Deus, uma parte de Deus; é por isso que nas regiões superiores nós somos o próprio Deus, porque fora de Deus nada existe. Deus manifesta-se através da criação e das criaturas, e nós somos, portanto, uma parcela d'Ele, não existimos separados d'Ele. A verdadeira ilusão é a de nos julgarmos separados.



Livros de Aïvanhov, Omraam Mikhaël:

A Nova Terra - Métodos, exercícios, fórmulas, orações


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