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terça-feira, 13 de março de 2018

Ecos de outras Eras – Eros e Psique



Afrodite, a deusa grega da Beleza e do Amor, estava furiosa por estar a ser preterida por uma mortal tão bela que os homens achavam que era ela mesma vivendo no corpo de uma princesa da Trácia, Psique.

Estava mesmo tão furiosa que, nem pensou duas vezes, quando soltou o Kraken nos mares da Grécia. O deus dos Infernos, cansado de a escutar queixando-se a toda a hora cedeu-lhe o hediondo monstro para ajudar os planos de captura de Psique pela deusa furibunda.

Como era costume naquele tempo, assim que um monstro, de calibre apocalíptico, aparecia princesas eram sacrificadas... Psique na sua bondade ofereceu-se para o ser em vez das suas duas irmãs mais velhas.

No dia em que levavam a bela princesa para um recife no mar até os homens mais malvados verteram uma lágrima, tal era a sua trágica e frágil aparência.

Amarraram-na à falésia e esperaram até ver aparecer uma enorme vaga ondulante na qual distinguiram as presas do gigantesco monstro. Voltaram então apressadamente para a sua cidade pois ninguém teve coragem de ver tal desfecho.

Passado uns dias, as irmãs de Psique foram à falésia, na esperança de ao menos reaver o corpo desfeito, mas encontraram apenas as amarras intactas e nem sinal da princesa.

O tempo passou e  já apenas poucas pessoas se lembravam de Psique tendo Afrodite retomado o seu lugar de deusa absoluta da Beleza.

Até Afrodite esquecera Psique... Mas o que teria acontecido à bela princesa?

Quando todos fugiram, Psique desmaiou de susto quando pensou que ia ser devorada pelo monstro e nem viu que um vento forte pegava nela com suavidade e a transportava para um palácio escondido na floresta.

Durante o dia  Psique era servida por criados misteriosos e invisíveis. Os seus mais pequenos desejos eram atendidos mesmo antes de os pronunciar em voz alta. À noite um ser misterioso e gentil visitava-a, dizendo-lhe que era seu marido. E Psique, embora nunca o visse, era feliz com ele e amava-o ternamente. Mas, nos seus dias solitários, aborrecia-se sem ninguém para conversar.

Uma noite resolveu ser corajosa e falar nisso ao seu doce marido, pediu-lhe para que as irmãs a encontrassem, gostava de as ver...

Ele anunciou-lhe que em breve seriam pais e avisou-a dos perigos de outras pessoas saberem de ela estar viva e feliz, pois podia ser alvo de invejas. Psique não entendeu as preocupações do seu amado e, embora feliz de ser mãe em breve, chorou desconsolada.

Noite após noite ela insistiu até que ele muito triste disse-lhe que ia deixar que as suas irmãs a visitassem...

Dias depois as irmãs, que passeavam no bosque, viram o palácio. Espantadas de nunca o terem visto no bosque que tão bem conheciam dirigiram-se para a entrada pela alameda em flor.

Psique já as esperava com grandes abraços saudosos. As irmãs, passados os primeiros momentos de incredulidade, fizeram-lhe imensas perguntas. Uma das irmãs era muito medrosa e dizia-lhe:

- Quem é o teu marido? Algum génio mau do bosque?

A outra irmã que era mais pensativa sugeriu ao saber que ela nunca tinha visto o marido:

- Pega numa vela e depois de ele adormecer acendes e assim já vês se é o monstro Kraken ou o génio do mal.

Nenhuma das duas alternativas sossegou Psique, que nessa mesma noite, pôs em marcha o plano da sua irmã mais taciturna.

Mas, as coisas nem sempre correm da forma como se planeiam e Psique em vez de se horrorizar maravilhou-se quando viu o mais belo anjo que dormia serenamente a seu lado. Parecia um anjo pois era um homem muito belo com asas... Asas essas que usou quando a cera a escaldar da vela se entornou no seu ombro.

Psique entendeu então que era Eros o seu amado e este magoado olhou-a sem dizer uma só palavra e voou para longe.

Imediatamente o palácio desapareceu e Psique ficou perdida no meio do bosque... Dizem que deambulou por muitos e muitos anos com o seu filho, sempre à procura de Eros, até que um dia a própria Afrodite se condoeu dela e reuniu em conselho os 12 deuses do Olimpo que decidiram dar-lhe a imortalidade.

Esta lenda acaba bem. Eros que sempre a amou ficou de bom grado com ela e, até hoje, ao que se sabe, vivem felizes nos montes da Grécia, algures na Tessalónica. Têm um filho ao qual a deusa do Amor, sua avó babada, ensina as mais divertidas partidas que se podem pregar aos mortais.

Explicação dos arquétipos da lenda:

Psique representa a Mente Espiritual Universal. O Amor e Beleza Humanos ficam aquém dela em Beleza e Luz, por isso os homens a procuravam e adoravam preterindo Afrodite.

O monstro Kraken representa as profundezas e horrores da mente instintiva humana.

Nos alvores da ascensão são essas profundezas que vemos em primeiro lugar.

Reparem que Psique tinha duas irmãs: uma inquisitiva e pensativa, elaborava planos, representando a mente intelectual e a outra era medrosa e negativa, sempre alerta, esperando o pior, tal como é a mente instintiva.

O casamento de Psique com Eros é inevitável, é Ele, como deus do Amor, que tem o poder de levantar a Mente Espiritual e dar-lhe asas.

Psique só será feliz com ele e só com o Amor será realizada em plenitude. Nessa altura existem filhos do amor entre os dois e esse resultado final é uma Nova Realidade.

Curiosidade: no palácio, os menores desejos de Psique tomavam forma fazendo-a pensar que os criados eram invisíveis. Pois bem, é assim que se passam as coisas no mundo espiritual.

E, para terminar, a Mente Espiritual conhece o Amor, mesmo sem o ver, e só sucumbe se depois de o conhecer intimamente ainda precisa de ter provas tal como fez Psique ao cumprir o plano das irmãs.

O Amor é a Luz e o Farol que guia a Mente Espiritual.

Dedico este artigo a Sonia Cecilia, com amizade e carinho, porque ela é sempre guiada pelo Amor.


Paz e Amor
Curadora64

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Posted by Auras, Cores e Números on Sábado, 29 de agosto de 2015

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